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Política

PGR defende manutenção das prisões no caso Master envolvendo familiares e assessores de Vorcaro

A Procuradoria-Geral da República pediu ao STF para manter as prisões de investigados ligados a Daniel Vorcaro no caso Master.

19/10/2026 às 17h31

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recomendou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a manutenção das prisões de investigados no chamado caso Master, envolvendo familiares e assessores de Daniel Vorcaro, controlador de banco liquidado pelo Banco Central.

Os pedidos de revogação das prisões, apresentados por familiares e assessores jurídicos do ex-banqueiro, ainda aguardam análise no STF. A PGR afirmou que as evidências que fundamentaram as prisões permanecem válidas, justificando a permanência dos investigados sob custódia.

Entre os casos pendentes estão solicitações feitas ao STF por pessoas próximas a Vorcaro, incluindo seu pai, cunhado, primo e advogado. A Procuradoria também indicou que cabe ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, a decisão sobre essas questões urgentes e a remessa dos recursos ao plenário quando necessário.

Leia também: PGR não identifica abuso de autoridade de Mendonça em relatório sobre Caso Master

O contexto das decisões ocorre em um momento de tensão institucional no Supremo, marcada pela transferência dos processos relacionados ao caso Master para a presidência da Corte. Essa medida foi adotada após o ministro André Mendonça solicitar à Polícia Federal um relatório sobre supostas ligações de Vorcaro com Alexandre de Moraes, iniciativa que gerou debate sobre a condução das investigações.

Apesar da aparente paralisação do julgamento das medidas cautelares no STF, autoridades policiais mantêm o andamento das diligências dentro de suas atribuições, ainda que alguns pedidos que dependem de autorização judicial estejam suspensos.

A PGR também abordou um pedido do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que requereu a garantia do sigilo nas comunicações entre advogados e clientes no âmbito das investigações do caso. A Procuradoria concordou com a necessidade de preservar a confidencialidade dessas informações, ressaltando que a decisão final sobre o assunto cabe ao ministro Fachin.

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