Nunes Marques suspende novos posts e seguidores no Exército do Lula
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, decidiu nesta terça-feira (13) suspender as atualizações e o ingresso de novos seguidores no canal Exército do Lula, que possui 3,7 milhões de usuários no aplicativo de mensagens WhatsApp.

De acordo com a decisão, o canal somente poderá receber atualizações após uma comunicação formal de seu endereço eletrônico à Justiça Eleitoral e, depois disso, decorrido um prazo de 48 horas, conforme previsto em resolução eleitoral, frisou Nunes Marques.
Notícias relacionadas:
O presidente do TSE determinou ainda que a empresa Meta, responsável pelo WhatsApp, faça um acompanhamento proativo do que é publicado no canal Exército do Lula, bem como em outros canais de grande alcance apontados no processo e identificados pelas campanhas presidenciais.O acompanhamento deve ter o objetivo de apagar mensagens com conteúdo sobre os quais já haja decisão vigente do TSE ordenando a remoção e que seja de conhecimento da Meta. O contexto das publicações deve ser considerado, ponderou o ministro.
A decisão manda ainda que a empresa mantenha os registros das publicações para posterior fiscalização.
Nunes Marque deu 24 horas para a Meta informar as providências tomadas e eventuais limitações técnicas. O ministro também quer detalhes sobre os procedimentos para evitar remoções indevidas.
Disputa de liminares
Nos últimos dias, o canal Exército do Lula foi alvo de uma disputa de liminares (decisões provisórias). O próprio Nunes Marques havia determinado, no último sábado (11), a suspensão total do canal, mas teve sua decisão derrubada horas depois pelo corregedor do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que recolocou a página no ar.
O corregedor destacou que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal em um processo administrativo, como fez, sendo que o caso já era analisado em um processo judicial regular e relatado pelo próprio Cueva.
Ao reexaminar o caso, nesta terça (13), o presidente do TSE afirmou que a não comunicação formal do endereço do canal à Justiça Eleitoral é suficiente para suspender novas publicações.
O canal é administrado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), que acusa a Justiça Eleitoral de censura e favorecimento à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial.
>> Clique aqui e leia mais sobre o assunto
📰 Veja também
Omar Aziz lidera com 59% no Amazonas, diz Quaest
Levantamento divulgado mostra vantagem de Omar Aziz sobre Professora Maria do Carmo antes do segundo turno neste domingo.
Datafolha: Flávio Bolsonaro e Lula empatam no 2º turno
Datafolha aponta Flávio Bolsonaro com 51% e Lula com 49% dos votos válidos, dentro da margem de erro.
Quaest: Flávio Bolsonaro lidera Lula por 51% a 49%
Levantamento divulgado na véspera da eleição mostra Flávio Bolsonaro com 51% e Lula com 49% dos votos válidos.
Pesquisa Quaest mostra empate técnico entre Allyson e Cadu no RN
Levantamento divulgado pela Quaest mostra Allyson com 51% dos votos válidos e Cadu de Lula com 49% na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte.
Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro têm rejeição similar
Pesquisa Datafolha mostra Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 45% de rejeição entre eleitores, com leve vantagem de votos para Bolsonaro.