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Janones recusa título de 'protagonista' na vitória de Lula

Janones atribui vitória de Lula à energia do presidente e compara esforço de campanha a jogar para Messi.

Durante a comemoração da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições de 2026, o coordenador da campanha nas redes sociais, André Janones, ressaltou que não se considera "o cara da virada". Segundo ele, a verdadeira energia e força da campanha vêm de Lula e sua missão consistiu em canalizar esse respaldo para o povo brasileiro.

Janones afirmou que o canal de WhatsApp "Exército do Lula", que alcançou mais de 10 milhões de seguidores, foi criado para defender a democracia. "Eu agradeço [o título de maior nome do 2º turno], mas o nome real desta eleição é Luiz Inácio Lula da Silva. A energia nunca emanou de mim. Eu peguei a energia dele e, como se fosse um cano, canalizei essa energia para distribuir para o povo brasileiro", declarou.

Além disso, Janones usou a metáfora esportiva e comparou Lula ao jogador Lionel Messi, explicando que o presidente não precisa atuar diretamente nas redes sociais porque conta com uma juventude engajada que corre essa maratona por ele. "Eu dizia para o Lula: ‘O senhor não tem que aprender a usar rede social. O senhor já fez o que tinha que fazer. Nas redes sociais, nós correremos pelo senhor’. E foi isso que a gente fez", disse.

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Quanto a expectativas sobre cargos futuros no governo Lula, Janones esclareceu que não houve conversa nesse sentido e que seu compromisso está com a democracia e com o presidente reeleito. Ele destacou que a indicação para ministérios ou outros postos em 2022 não ocorreu pois seu compromisso era permanecer na Câmara dos Deputados.

Marqueteiro Sidônio Palmeira celebra virada e refuta críticas das estratégias do 1º turno

Sidônio Palmeira, responsável pelo marketing da campanha de Lula e ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, comemorou a vitória conquistada no segundo turno. Sobre as críticas relativas às táticas adotadas no primeiro turno, que levaram Lula a ficar atrás do candidato Flávio Bolsonaro, Sidônio afirmou não ter se sentido pressionado e permanece convicto em suas estratégias, inclusive a sugestão para a proibição das apostas (bets) no Brasil.

Ele destacou que a campanha focou nos projetos do governo e na discussão sobre o futuro do país. "Nós enfrentamos todos: Trump, o tarifaço, os Bolsonaro querendo entregar o país. Tudo isso, e o povo compreendeu o que estava em jogo e deu a vitória ao presidente Lula", avaliou.

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