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Política

Famílias tradicionais e novas mantêm influência variada nas eleições de 2026

Eleições de 2026 evidenciam vitórias e derrotas entre políticos de famílias com histórico no Brasil.

Por 15/10/2026 às 00h23
1 de 2 Famílias políticas nas urnas em 2026 incluem os Barbalho, os Bolsonaro, os Sarney, os Arraes e os Calheiros
1 de 2 Famílias políticas nas urnas em 2026 incluem os Barbalho, os Bolsonaro, os Sarney, os Arraes e os Calheiros — Foto: Divulgação/Reprodução/Arquivo pessoal

As eleições de 2026 no Brasil tiveram forte presença de candidatos relacionados a famílias com tradição na política nacional. Entre as cerca de seis dezenas de concorrentes que possuem parentesco com políticos experientes, os resultados foram diversificados, com vitórias e derrotas em diferentes estados e cargos.

No Maranhão, a família Sarney, muito influente desde 1954, não elegeu representante pela primeira vez desde a década de 1950, após a derrota de Roseana Sarney ao Senado. Em Pernambuco e Ceará, os Arraes e Gomes tiveram resultados mistos, com alguns membros eleitos e outros derrotados.

Já a família Bolsonaro, que disputa eleições em diversos estados e presidência, conseguiu eleger quatro dos seis integrantes candidatos. Flávio Bolsonaro segue no segundo turno presidencial contra Lula, enquanto sua mãe, Rogéria Bolsonaro, não se elegeu deputada federal pelo Rio de Janeiro.

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Os Calheiros enfrentaram perdas no governo de Alagoas e no Senado, mas conseguiram uma cadeira na Assembleia Legislativa. Os Barbalho, do Pará, mantiveram cadeiras no Senado e na Câmara, apesar da derrota da esposa do ex-governador Jader Barbalho à deputada estadual.

Três governadores — JHC (Alagoas), Dr. Furlan (Amapá) e Sergio Moro (Paraná) — foram eleitos junto com suas esposas em cargos legislativos. O ex-governador Ronaldo Caiado (Goiás) não foi eleito presidente, mas garantiu a eleição da esposa para o Senado.

Entre casos familiares de gerações mais distantes, sobrinhos-netos e bisnetos de políticos históricos também concorreram, com desempenho variado. Exemplos incluem integrantes da família da ex-presidente Dilma Rousseff e descendentes de Miguel Arraes.

Alguns ex-presidentes da Câmara, como Arthur Lira e Eduardo Cunha, tiveram participações mistas: Lira retornou ao Senado e seu filho foi eleito deputado federal mais jovem, enquanto Cunha perdeu a eleição para deputado federal, apesar da vitória da filha.

Outros casais políticos conseguiram mandatos simultâneos, como Glauber Braga e Sâmia Bomfim, além de Júlia Zanatta e Guilherme Colombo.

Em resumo, as eleições de 2026 mostraram que as famílias políticas tradicionais e emergentes continuam a exercer influência significativa na política brasileira, ainda que com oscilações de resultados conforme o contexto regional e a candidatura.

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