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Eduardo Bolsonaro pede pressão para anular eleição fraudada

Em vídeo em inglês, ex-deputado Eduardo Bolsonaro questiona resultado da eleição e pede que estrangeiros não reconheçam o pleito.

1 de 1 Lula e Flávio Bolsonaro em propaganda eleitoral a seis dias da eleição no segundo turno.
1 de 1 Lula e Flávio Bolsonaro em propaganda eleitoral a seis dias da eleição no segundo turno. — Foto: Reprodução

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) publicou um vídeo em inglês no qual alega, sem apresentar evidências, que houve fraude na eleição presidencial de 2026, vencida pelo presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No vídeo, Eduardo pede que a comunidade internacional pressione para que o resultado não seja reconhecido.

Ele repete questionamentos também feitos pelo irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), sobre a virada de Lula no segundo turno, assim como critica a prorrogação do horário de votação em duas horas, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Eduardo utiliza pesquisas eleitorais e a soma dos votos dos candidatos derrotados no primeiro turno para afirmar que seria estatisticamente impossível o crescimento registrado por Lula, sem apresentar provas de fraude.

"Esta é uma mensagem para vocês: não reconheçam estas eleições, porque ainda mais fatos estão surgindo agora", declarou Eduardo Bolsonaro, ao final do vídeo, no qual pede também o cancelamento da eleição e mobilização internacional. Ele conclama: "Como Flávio disse, precisamos cancelar esta eleição. Ela foi claramente fraudulenta. Mas precisamos de pressão internacional. Precisamos que vocês compartilhem este vídeo."

Leia também: Flávio Bolsonaro comemora virada momentânea na eleição presidencial

Contexto da eleição e posicionamento do TSE

Lula foi reeleito presidente no domingo (25), após uma virada inédita entre o primeiro e o segundo turno. Com 97% das urnas apuradas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a vitória do petista com 51,74% dos votos válidos, contra 48,26% de Flávio Bolsonaro. No primeiro turno, Flávio havia obtido 47,03%, contra 45,16% de Lula.

Após a derrota, Flávio Bolsonaro declarou que não reconhece o resultado e anunciou a intenção de pedir a anulação do pleito, exibindo insatisfação principalmente com a prorrogação da votação, decisão que sua própria campanha havia solicitado para algumas cidades. Ele também afirmou, sem comprovação, que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre do TSE durante a apuração, o que o tribunal negou, afirmando que fiscais da sigla acompanharam o processo em área adequada para fiscalização.

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou ter "absoluta segurança de todo o processo eleitoral" e reforçou a confiabilidade do sistema. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também reconheceu o correto funcionamento da eleição e destacou o papel do Ministério Público na fiscalização e combate a irregularidades.

Outras manifestações sobre o processo eleitoral

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, declarou que "não há o que se contestar" e ressaltou que a vitória de Lula foi uma conquista da democracia. Em contraste, Eduardo Bolsonaro já havia colocado em dúvida o sistema eleitoral brasileiro dois dias antes do segundo turno, durante entrevista no podcast americano "Louder with Crowder", afirmando a possibilidade de fraude nas urnas eletrônicas, sem apresentar provas.

Vale lembrar que a urna eletrônica é usada no Brasil desde 1996, e o TSE afirma que nunca houve fraude comprovada no sistema. Ao fim da votação, a urna imprime um boletim com os resultados da seção, que também são disponibilizados publicamente para conferência.

Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e condenação no STF

Desde 2025, Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos, após a Câmara ter declarado a perda de seu mandato por excesso de faltas. Em 2026, ele foi condenado pelo STF pelo crime de coação no curso do processo, por atuar junto ao governo americano para interferir em processo contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, recebendo pena de quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto.

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