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Campanha de Lula reforça esforço para conquistar eleitores do

Equipe de Lula foca em beneficiários do Bolsa Família que ainda declaram voto em Flávio Bolsonaro no segundo turno.

A campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou, nos últimos dias antes da votação marcada para 25 de outubro, o foco na busca de votos entre os beneficiários do programa Bolsa Família que ainda declaram preferência pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário no segundo turno.

Segundo interlocutores da equipe petista, a estratégia é concentrar esforços nesse grupo específico, visto como o principal segmento com potencial para que Lula amplie sua base eleitoral. Para os demais segmentos do eleitorado, a campanha avalia que as intenções de voto estão mais consolidadas, com menores possibilidades de mudança até o dia da eleição.

De acordo com informações do blog, a campanha de Lula entrou em contato com beneficiários do Bolsa Família por meio de mensagens destacando o reajuste do benefício promovido pelo atual governo e também reforçando declarações antigas de Flávio Bolsonaro, quando ele chamou o programa de "Bolsa Farelo".

O tema Bolsa Família tornou-se central na comunicação da reta final da disputa. Enquanto Lula evidencia a valorização do programa para os eleitores de menor renda, Flávio Bolsonaro reiterou que não pretende extinguir o benefício, propondo aumentar o período de transição para beneficiários que consigam emprego formal ou abram negócio – o que ocasionaria a saída gradual do programa.

Pesquisa Quaest divulgada em 21 de outubro indicou que a intenção de voto em Lula entre eleitores que recebem benefícios sociais, como o Bolsa Família, foi de 60% para 62%. Já para Flávio Bolsonaro, houve queda de 31% para 27% nesse grupo. A mesma pesquisa apontou que a rejeição a Lula nessa parcela do eleitorado é de 27%, enquanto a rejeição a Flávio Bolsonaro chega a 68%.

No cenário geral, a pesquisa mostrou Flávio com 45% das intenções de voto contra 44% de Lula, com margem de erro de dois pontos percentuais, caracterizando empate técnico.

A meta da campanha petista é conseguir cerca de 70% de apoio entre os beneficiários do Bolsa Família, o que, segundo seus assessores, já poderia possibilitar uma virada na disputa até o domingo da eleição.

Além do Bolsa Família, a campanha de Lula busca alcançar eleitores que não compareceram ou votaram em branco ou anularam seu voto no primeiro turno. Lideranças regionais foram mobilizadas para dialogar com esses grupos e ampliar o apoio a Lula na reta final.

A pesquisa Quaest indicou ainda que entre os eleitores que não votaram ou anularam o voto no primeiro turno, 40% agora pretendem votar em Lula e 36% em Flávio Bolsonaro.

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