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Camilo Santana acusa boicote ao transporte em capitais opositoras

Coordenador da campanha de Lula critica falta de ônibus em cidades governadas pela oposição e destaca impacto no direito de votar.

O senador Camilo Santana, coordenador da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou neste domingo (25) que houve um "boicote claro" no transporte público em capitais governadas por aliados da oposição ao PT durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Ele citou cidades como Salvador (Bahia) e São Luís (Maranhão), que enfrentaram redução da frota de ônibus.

Para Santana, o episódio contraria princípios democráticos ao dificultar o direito do eleitor de se deslocar para votar. "Isso não existe numa democracia, o povo tem direito de escolher", declarou ao chegar ao Hotel Intercontinental, em São Paulo, local onde a campanha do presidente Lula acompanhava a apuração dos votos.

O senador também criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação do horário de votação até as 19h em todo o país, alegando que a medida veio tarde para contornar os problemas de mobilidade enfrentados ao longo do dia.

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Além de Camilo Santana, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, qualificou a falta de ônibus em capitais importantes, como São Paulo e Salvador, como crime. Ele ressaltou que essas ações caracterizam interferência direta no processo eleitoral, principalmente porque o eleitorado do partido depende do transporte público.

Edinho destacou ainda que o episódio reforça a percepção de manipulação enfrentada pelo PT durante o pleito eleitoral. Ele pediu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) faça cumprir a legislação que garante o direito de transporte para os eleitores nesses dias e demonstrou confiança nas instituições brasileiras para fortalecer a democracia após o processo eleitoral.

O ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a extensão do horário de votação em resposta a relatos sobre redução da frota de ônibus em diversas cidades. A decisão abrange nove estados e foi motivada por um pedido da campanha de Lula no TSE.

Na capital paulista, apesar da determinação da Justiça Eleitoral para que a Prefeitura e a SPTrans mantivessem 100% da frota ativa, foram registrados relatos de longas esperas por ônibus em terminais como Varginha e Santana, além da recusa de alguns motoristas em atender pedidos de passageiros para se deslocarem aos locais de votação.

Em resposta, o prefeito Ricardo Nunes afirmou que a oferta de ônibus em São Paulo foi maior que a demanda, garantindo que nenhum eleitor ficou sem atendimento, embora não tenha divulgado números específicos.

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