Conselheiro tutelar é indiciado por homicídio no Piauí
Suspeito, afastado do cargo, é investigado junto com primo pelo assassinato ocorrido em maio de 2025.
A Polícia Civil concluiu a investigação do assassinato de Antônio Marcos Vieira de Araújo, ocorrido em 10 de maio de 2025 na zona rural de Jardim do Mulato, no interior do Piauí, indiciando dois homens pelo crime, entre eles um conselheiro tutelar identificado pelas iniciais S.S.O., que ocupava o cargo na época.
O conselheiro tutelar respondeu temporariamente preso em setembro de 2025, data em que a Justiça decidiu por seu afastamento da função. Atualmente, ele responde ao processo em liberdade, conforme informou o delegado Saul Laurentino, responsável pelo caso. O outro indiciado é primo do conselheiro, identificado como O.G.R.F.
Antônio Marcos foi morto a tiros e golpes de arma branca numa estrada vicinal de acesso ao povoado Carlos Veloso. Segundo a Polícia Militar na época, a vítima foi surpreendida por disparos, sendo atingida por pelo menos dois tiros na cabeça perto de uma lagoa.
A investigação da Polícia Civil durou vários meses, aprofundando-se em provas periciais e em dados digitais obtidos por meio de celulares apreendidos. A análise desses aparelhos foi decisiva para esclarecer a dinâmica do homicídio e indicar o envolvimento dos suspeitos.
Mensagens trocadas entre os dois investigados revelaram monitoramento prévio da vítima, incluindo informações sobre seus deslocamentos e localização. Também foram observados diálogos relacionados a armas de fogo e conversas posteriores ao crime, além de um histórico de conflitos entre Antônio Marcos e um dos suspeitos.
O delegado Saul Laurentino destacou que o caso envolveu planejamento prévio e atuação conjunta dos indiciados, fruto do trabalho minucioso da Polícia Civil em colaboração com a Polícia Científica.
Além do homicídio qualificado, o conselheiro tutelar também está sob investigação por suposto envolvimento em tráfico de drogas e compra irregular de armas na região, conforme apontado durante a fase investigativa, mas estes fatos não integram o indiciamento formal pelo assassinato.
O Ministério Público já ofereceu denúncia contra os dois homens por homicídio qualificado, dando início à fase judicial da acusação. Apesar disso, ambos mantêm o direito à presunção de inocência e à ampla defesa, conforme previsto no ordenamento jurídico brasileiro.



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