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Casos de dengue disparam 252% em Fernando de Noronha em 2026

De janeiro a outubro, ilha registrou 60 casos de dengue, contra 17 no ano anterior, aponta Secretaria de Saúde.

Fernando de Noronha registrou um aumento significativo nos casos de dengue em 2026. Segundo boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde, a ilha contabilizou 60 casos da doença entre janeiro e outubro deste ano, o que representa uma alta de 252,94% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 17 casos.

Apesar do crescimento expressivo, não houve notificações de casos graves da doença na ilha. De acordo com Guilherme Santos, gerente de Vigilância em Saúde da Administração de Fernando de Noronha, o aumento pode ser atribuído a vários fatores, incluindo mudanças climáticas, aprimoramento na metodologia de identificação dos casos e maior oferta de exames para diagnóstico da dengue.

Fatores que contribuíram para o aumento

O mês de junho teve o maior número de casos, com 22 registros. Santos explicou que as condições climáticas tiveram papel importante: após um período de seca, houve chuvas em junho, o que favoreceu o acúmulo de água em recipientes sem cuidados adequados, ambiente propício para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

Além disso, a ampliação na realização de exames diagnósticos contribuiu para o maior número de casos confirmados. Antes, muitos pacientes apresentavam sintomas, mas não passavam por testes laboratoriais ou critérios clínico-epidemiológicos para confirmação da dengue.

Também nas últimas três temporadas, equipes de saúde locais receberam treinamentos específicos, ampliando a atenção na identificação e notificação dos casos, disse o gerente.

Medidas de combate e prevenção

A Secretaria Estadual de Saúde, em parceria com a administração local e apoio do Ministério da Saúde e da Organização das Nações Unidas (ONU), tem realizado ações de combate ao mosquito. Entre elas, a ampliação da aplicação de larvicidas em locais públicos e a técnica de liberação de mosquitos estéreis, método usado para reduzir a população do vetor.

O trabalho com mosquitos estéreis é operacionalizado pela organização social Moscamed Brasil. Também foram instaladas armadilhas para monitorar a infestação em 33 pontos da ilha. Os ovos do mosquito coletados na ilha são transportados para o continente para este procedimento.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica de Fernando de Noronha, Tamyris Santos, todas as notificações são acompanhadas de perto pelas equipes de saúde, que visitam os endereços dos pacientes para eliminar focos do mosquito transmissor. Essas medidas visam conter o avanço da doença e proteger a população local e os visitantes da ilha.

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