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Polícia conclui que primas desaparecidas no Paraná foram assassinadas dentro de caminhonete após boate

Investigações indicam que Clayton Antonio da Silva Cruz matou as primas a tiros após saírem de uma festa em Paranavaí.

 ·  Atualizado em 22/10/2026 às 07h15

A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito sobre o desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, identificando que as jovens foram mortas a tiros dentro de uma caminhonete, logo após saírem de uma boate em Paranavaí, no Noroeste do estado. O crime ocorreu em 21 de abril de 2026.

As vítimas, ambas com 18 anos, estavam na companhia de Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, que é apontado como autor dos disparos que causaram a morte das duas. Conforme esclarecido pelo delegado responsável pelo caso, Luís Fernando Alves, Sttela estava no banco traseiro quando foi baleada três vezes por Clayton, enquanto Letycia tentou fugir, mas também foi atingida, com dois tiros na cabeça.

Após o crime, Clayton fugiu, mas foi morto durante uma abordagem policial em Mandaguari, em 21 de agosto. A investigação foi auxiliada por um comparsa do suspeito, identificado apenas como “Magrão”, que indicou o local onde os restos mortais das vítimas estavam enterrados em uma área rural próxima a Paraíso do Norte. Magrão permanece preso e foi indiciado por ocultação de cadáver, sem evidências de envolvimento direto nas mortes.

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A identificação das ossadas das primas foi confirmada em agosto por meio da arcada dentária, e conclusões do laudo apontam para morte violenta. As famílias puderam realizar o enterro das jovens em 1º de outubro, mais de cinco meses após o desaparecimento.

Cronologia dos acontecimentos

Na noite do dia 20 de abril, as primas saíram de Cianorte com Clayton, em uma caminhonete, com destino a uma festa em Porto Rico. Imagens de câmeras de segurança registraram o trio em Jussara, onde Sttela foi até sua residência buscar uma mochila. Durante o trajeto, as jovens fizeram publicações em redes sociais, com a última conexão ocorrendo por volta das 3h17 do dia 21 de abril.

Posteriormente, o suspeito retornou sozinho a Cianorte e passou a ser considerado foragido, até ser morto em agosto durante ação policial. O mandado de prisão contra Clayton foi expedido em abril, por roubo e homicídio, e uma mulher, supostamente ex-namorada do suspeito, foi detida em maio suspeita de auxiliá-lo logisticamente.

Este caso mobilizou diversas diligências da Polícia Civil, que só conseguiu localizar os restos das jovens após informações repassadas por um dos envolvidos. A caminhonete usada no crime não foi encontrada.

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