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Passarela das Cataratas do Iguaçu resiste à força da água mesmo

Estrutura da passarela nas Cataratas do Iguaçu suporta vazões acima de 15 milhões de litros por segundo graças a fundações fixadas em rocha.

Vídeos registrados em Foz do Iguaçu, no Paraná, mostraram a passarela das Cataratas do Iguaçu sob condições normais e também quando foi tomada pela água durante uma cheia recorde na quarta-feira (14), com vazão atingindo 15,8 milhões de litros por segundo, valor mais de dez vezes acima da média histórica de 1,5 milhão.

Apesar da água cobrir a altura da passarela, a estrutura permaneceu firme, sustentada por fundações do tipo estaca-raiz que fixam os pilares diretamente na rocha. Essa técnica consiste em perfurações nas rochas onde são inseridas estruturas de aço e injetado cimento sob pressão para garantir a estabilidade.

O diretor de engenharia da empresa responsável pelas fundações, Vinicius Lorenzi, explicou que esse método permite absorver grandes esforços, tornando a passarela resistente à pressão exercida pela correnteza e ao impacto de troncos e galhos levados pela água durante as cheias.

A construção atual da passarela começou em 1992, após a estrutura anterior ter sido destruída por uma cheia nos anos 1980. Na época, para instalar as fundações, foi necessário desviar temporariamente o Rio Iguaçu em um ponto distante para proteger o local da obra, permitindo a perfuração da rocha e instalação das estacas.

Desde a retomada da atividade turística, a passarela é monitorada por equipamentos chamados prismas que detectam qualquer deslocamento milimétrico nos pilares. Segundo André Franzini, gerente de sustentabilidade da concessionária Urbia+Cataratas, desde que as medições começaram esse tipo de deslocamento não foi registrado.

A reabertura da passarela após uma cheia depende da redução da vazão do rio para menos de 8 milhões de litros por segundo, de uma vistoria estrutural que ateste a segurança, além da reinstalação das grades metálicas de proteção que são retiradas preventivamente durante as cheias para facilitar a passagem da água e evitar o acúmulo de detritos.

Em outubro de 2026, as grades foram retiradas mais uma vez após três anos para atender a esse protocolo frente à cheia recente. O monitoramento e inspeções técnicas adicionais são realizadas para assegurar a integridade da estrutura antes da liberação dos visitantes.

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