Mais de 100 deixam casa de acolhida em Santa Rita; polícia investiga
Grupo deixou casa de acolhida em Santa Rita após agressão e ficou em posto de gasolina; Ministério Público acompanha caso.
A Polícia Civil da Paraíba confirmou a instauração de um procedimento de investigação sobre a saída de mais de 100 pessoas de uma casa de acolhida localizada em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (26) pelo delegado responsável pelo caso, Márcio Pereira.
Segundo o delegado, as diligências estão em andamento, porém o processo corre em segredo de justiça, o que impede a divulgação de novas informações neste momento.
O Ministério Público estadual também acompanha o caso e informou que as pessoas abrigadas foram encaminhadas para seus locais de origem, abrangendo os estados da Paraíba, Pernambuco e Sergipe. O promotor de Justiça Francisco Lianza realizou reunião com a Secretaria de Assistência Social e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Santa Rita para tratar do assunto.
Uma mãe, que enviava R$ 1.500 por mês para manter o filho na instituição, relatou que viajou cerca de 10 horas para encontrá-lo após receber alerta de familiares de outros internos. Ela afirmou não ter sido informada previamente pelos responsáveis pela casa de acolhida e que o filho se encontrava em situação precária.
De acordo com o tenente-coronel Alcântara, do 7º Batalhão da Polícia Militar, as pessoas deixaram a casa em razão das condições inadequadas oferecidas, embora detalhes sobre essas condições não tenham sido revelados. A saída do grupo ocorreu após uma agressão física decorrente de uma discussão envolvendo um visitante da instituição, fato que gerou boletim de ocorrência pelo agredido.
O proprietário da granja onde funcionava o abrigo, Dorgivan de Castro, afirmou não ter intenção de manter o aluguel do imóvel e pretende localizar os familiares das pessoas para que elas possam retornar para suas residências.
Até sexta-feira (23), cerca de dez pessoas permaneciam em um posto de combustíveis à margem da BR-230, situação que evidenciou a vulnerabilidade do grupo após a saída da casa de acolhida.


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