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Estudantes retomam bloqueios em várias cidades da França

Após férias, estudantes franceses reiniciam bloqueios em escolas e universidades para cobrar ações mais rápidas do governo.

Estudantes retomam bloqueios em várias cidades da França
Foto: Reprodução/InfoMoney

Estudantes franceses voltaram a bloquear escolas e universidades após o fim das férias escolares em uma tentativa de aumentar a pressão sobre o governo por respostas mais efetivas às reivindicações do setor educacional.

O movimento, registrado em cidades como Paris, Marselha, Toulouse, Rennes e Lyon, ocorre após um mês de manifestações e bloqueios iniciados no fim de setembro, quando professores denunciaram falta de profissionais e deflagraram uma greve no Lycée Saint-Exupéry, na periferia de Paris.

Eles exigem contratações de docentes e redução do número de alunos por sala, além de reformas estruturais nas escolas, aumento na oferta de psicólogos, enfermeiros e assistência social. No ensino superior, lideranças estudantis pedem a extinção da plataforma Parcoursup, criticando seus critérios de seleção e o número insuficiente de vagas.

O governo anunciou, em outubro, medidas como a contratação de 920 professores temporários, abertura de 15 mil novas vagas no ensino superior a partir de 2027, criação de 500 postos adicionais de professores e profissionais de apoio para o próximo ano, além da substituição da plataforma Parcoursup em 2028.

No entanto, os alunos consideram essas respostas insuficientes, especialmente devido à demora na implementação das ações, uma questão que intensifica o descontentamento e leva à continuidade dos protestos.

A divergência também se manifesta na quantidade de vagas universitárias propostas pelo governo — 15 mil — contra a reivindicação de cerca de 250 mil pelas organizações estudantis.

Nesta terça-feira (3), os estudantes convocaram novas manifestações e adesão à greve nacional prevista para quinta (5), que incluirá trabalhadores dos setores público e privado, com foco em pautas como poder de compra e qualidade dos serviços públicos.

Tags: EducaçãoFrançaParcoursupProtestos estudantisbloqueios escolares

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