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17 funcionários de Disney e Universal presos na Flórida

Ação policial em Orlando resulta em 281 prisões, incluindo trabalhadores dos parques Disney e Universal envolvidos em crimes graves.

Uma operação policial realizada na Flórida, Estados Unidos, durante sete dias, culminou na prisão de 281 pessoas suspeitas de envolvimento em exploração sexual infantil, prostituição e possíveis esquemas de tráfico humano. Entre os detidos, estão 17 funcionários de parques temáticos da região de Orlando, incluindo 13 ligados à Disney e quatro à Universal Studios.

Sete desses funcionários são suspeitos de crimes relacionados à exploração sexual infantil, motivando particular atenção dos investigadores devido ao contato frequente que eles tinham com crianças e adolescentes nos parques. Em um dos casos, um funcionário da Disney foi detido após tentar se encontrar com uma pessoa que acreditava ser um menor de 13 anos, mas na verdade era um policial disfarçado. Outro funcionário, que declarou ter atuado como intérprete do personagem Mickey Mouse, foi encontrado com mochilas contendo fraldas, associadas a práticas sexuais descritas pelo próprio suspeito.

Também foi preso um treinador de uma equipe infantil de futebol americano que teria marcado encontro com uma suposta adolescente de 14 anos, além de um militar da Marinha americana em serviço ativo e um policial do condado de Orange.

Ao todo, a operação registrou 488 acusações criminais, das quais 198 são consideradas crimes graves segundo a legislação americana. Durante as prisões, 24 suspeitos foram encontrados armados e 32 receberam acusações relacionadas à posse de drogas como cocaína, metanfetamina e fentanil. Além disso, nove detidos estavam em liberdade condicional por crimes anteriores.

Outro dado importante da investigação aponta que 32 dos presos são imigrantes sem a situação migratória regular, com 16 encaminhados ao Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).

As autoridades também identificaram 11 pessoas como possíveis vítimas de tráfico humano, que receberam atendimento por equipes de assistência social. A ação contou com entrevistas de pessoas que ofereciam serviços sexuais para detectar situações de coerção ou exploração.

Tanto a Disney quanto a Universal colaboraram com as autoridades, e a Disney informou que desligou os funcionários envolvidos nas denúncias atribuídas durante a operação.

Tags: DisneyFlóridaTráfico humanoUniversal Studiosexploração sexual infantil

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