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Marília Campos assume Senado defendendo combate ao crime organizado e diálogo para desenvolvimento em Minas Gerais

Senadora eleita em Minas destaca renegociação da dívida, infraestrutura e reforma do judiciário como prioridades para mandato.

Marília Campos (PT), senadora eleita por Minas Gerais com quase quatro milhões de votos, detalhou suas principais prioridades para o mandato em entrevista à TV Integração. Entre os destaques estão a renegociação da dívida pública do estado, o fortalecimento da infraestrutura rodoviária e aérea e a melhor coordenação das forças policiais para combater o crime organizado.

A parlamentar, natural de Ouro Branco, iniciou sua militância política no Triângulo Mineiro na década de 1980. Com formação em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Campos tem vasta experiência política, incluindo três mandatos como deputada estadual e quatro mandatos como prefeita de Contagem.

Renegociação da dívida e desenvolvimento econômico

Com a dívida de Minas Gerais com a União ultrapassando R$ 187 bilhões, Marília Campos defendeu a renegociação dos débitos por meio do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Para ela, o estado não precisa de perdão da dívida, mas sim de uma compensação devido à sua expressiva contribuição para o superávit comercial brasileiro, representando 40% do total com exportações significativas de grãos e minério.

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A senadora enfatizou a importância da infraestrutura para o crescimento regional, relatando reclamações recebidas sobre dificuldades logísticas, como as precárias condições da rodovia BR-262, que conecta o Triângulo Mineiro à capital. Para ela, melhorar a mobilidade aérea e rodoviária é essencial para o escoamento da produção e atração de investimentos, especialmente considerando que a recente reforma tributária restringe incentivos fiscais.

Combate ao crime organizado e segurança pública

Marília Campos identificou a desarticulação das políticas de segurança pública como um dos principais entraves para enfrentar o crime organizado. Ela defende a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que prevê a implementação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) com maior integração entre União, estados e municípios, além do fortalecimento do combate a facções criminosas e milícias, com penas mais rigorosas e a criação de polícia municipal.

Além disso, a senadora posicionou-se a favor da manutenção da extinção dos jogos de apostas no país, tema que está em tramitação no Congresso Nacional por meio de medidas provisórias e projetos de lei, destacando a necessidade de proteger a tranquilidade das famílias brasileiras.

Reforma no judiciário e ética no Supremo Tribunal Federal

Marília Campos demonstrou apoio à reforma do judiciário e propôs a criação de um código de ética para o Supremo Tribunal Federal (STF), com mecanismos que garantam transparência em sua prestação de contas. Ela ressaltou a importância de debater a credibilidade das instituições parlamentares, em referência a casos de escândalos como o das emendas parlamentares.

Fomento ao diálogo e fortalecimento dos setores produtivos

Em meio a um cenário político polarizado, a senadora destacou a prioridade em estabelecer diálogo com todos os setores econômicos, incluindo indústria, agronegócio e mineração. Para Marília Campos, o fortalecimento das atividades produtivas no estado depende de uma aproximação efetiva entre os atores envolvidos, visando resultados que beneficiem o Brasil e as próprias cadeias produtivas.

Marília Campos é a segunda mulher eleita senadora na história de Minas Gerais e iniciou sua trajetória pública como militante do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), tendo presidido o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte na década de 1990.

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