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Família de brasileira presa na Tailândia organiza vaquinha para

Sem recursos para passagem aérea, familiares de Mary Hellen Coelho Silva fizeram vaquinha e empréstimos para trazê-la de volta após prisão na Tailândia.

Mary Hellen Coelho Silva, natural de Pouso Alegre (MG), foi presa em 2022 no aeroporto de Bangkok, na Tailândia, com cerca de nove quilos de cocaína, e condenada a nove anos e seis meses de prisão. Após aproximadamente quatro anos e meio cumprindo pena no exterior, a brasileira deixou a prisão por meio de perdões reais concedidos pelas autoridades tailandesas.

Contudo, a liberação não significou retorno imediato ao Brasil. A família enfrentou dificuldades financeiras para custear a passagem aérea de Mary Hellen e tentou apoio da Defensoria Pública da União, sem sucesso em obter o custeio da viagem. Frente a essa situação, os familiares organizaram uma vaquinha e realizaram empréstimos para arrecadar aproximadamente seis mil reais, conforme explicou a advogada Kaelly Cavoli Moreira.

Além do custo da passagem, a família teve que lidar com exigências da companhia aérea relativas à data do voo e outras condições para possibilitar o embarque, o que dificultou ainda mais o processo. A advogada destacou que o valor arrecadado foi fruto da união de muitos parentes para solucionar a situação emergencial.

O retorno de Mary Hellen aconteceu no dia 5 de setembro, quando ela chegou ao Brasil sozinha e com poucos pertences, coincidindo com o dia em que completou 26 anos. Atualmente, ela está se reestruturando, trabalhando e pretende retomar os estudos, utilizando o conhecimento dos idiomas inglês e tailandês adquiridos durante o encarceramento.

Durante o período na prisão, Mary Hellen perdeu a mãe e o avô, o que agravou o desafio de reinserção social. O Ministério das Relações Exteriores informou que prestou assistência consular ao longo do tempo de detenção, em conformidade com a Convenção de Viena e regulamentos brasileiros, incluindo visitas e auxílio material.

A Defensoria Pública da União esclareceu que sua atuação no caso consistiu em acompanhamento consular e interlocução com o Itamaraty, mas não houve pedido formal para repatriação ou custeio da passagem aérea naquele momento.

O retorno de cidadãos brasileiros presos no exterior e necessitados de auxílio para transporte é um procedimento que depende da comprovação da vulnerabilidade da pessoa no exterior e da hipossuficiência econômica da família no Brasil, além da disponibilidade orçamentária do Ministério das Relações Exteriores.

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