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Ataque a vereadora do PT em carreata em Montes Claros

Iara Pimentel foi atingida no rosto durante ato político no sábado (24); agressões também foram relatadas por outros manifestantes.

A vereadora Iara Pimentel (PT) foi ferida no rosto durante uma carreata em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizada na noite de sábado (24), em Montes Claros, Minas Gerais. O incidente aconteceu após o encontro conflituoso de duas carreatas, quando objetos como garrafas de vidro e tijolos foram arremessados contra o carro de som em que a parlamentar estava.

Iara Pimentel sofreu corte no supercílio, fratura no nariz e escoriações pelo corpo. Ela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e atendida na Santa Casa de Montes Claros, onde recebeu alta pouco depois da meia-noite de domingo (25).

Além da vereadora, outros participantes das manifestações relataram agressões físicas. Um vereador de 44 anos, acompanhantes da carreata do PT, e dois homens de 31 e 54 anos, participantes da carreata em apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), também foram atingidos. Um homem de 31 anos relatou ter sido agredido com coronhadas no rosto e precisou de atendimento médico. O assessor do vereador Daniel Dias também foi ferido e hospitalizado.

Investigações em andamento

A Polícia Militar informou que o conflito teve início após o encontro das duas carreatas e que equipes atuaram para conter o tumulto. Até o momento, os responsáveis pelas agressões ainda não foram identificados. A Polícia Civil acompanha o caso e busca esclarecer as circunstâncias da ocorrência.

Além disso, a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o ataque à vereadora. O diretor-geral da corporação, Andrei Passos Rodrigues, confirmou a iniciativa no domingo (25).

Reações e posicionamentos

Após prestar depoimento à Polícia Federal, Iara Pimentel classificou o ataque como uma "agressão absurda" e ressaltou que a carreata estava previamente comunicada às autoridades competentes. A parlamentar declarou ser inaceitável que pessoas sejam agredidas por suas posições políticas.

Os partidos PT e PL emitiram notas repudiando a violência ocorrida durante o ato. O PT destacou que outras pessoas ligadas ao evento também foram atingidas, enquanto o PL informou ter comunicado previamente a Polícia Militar sobre o local da concentração e manifestou solidariedade tanto à vereadora quanto a um apoiador do partido agredido.

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