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Marido é julgado por assassinato de Nilza Moura, encontrada enterrada no quintal em Cuiabá

Durante julgamento, investigador e familiares detalham comportamento do réu e contradições na versão de sequestro forjado pelo acusado.

 ·  Atualizado em 22/10/2026 às 10h29

O julgamento de Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, marido de Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos, começou nesta terça-feira (20) em Cuiabá, com testemunhos que detalharam o assassinato da mulher encontrada enterrada no quintal de uma residência em maio deste ano.

Segundo relato do investigador Éder Rezende, Jackson procurou a polícia alegando que sua esposa havia sido sequestrada e que os criminosos exigiam pagamento para a libertação dela. Durante as investigações, foram apontadas diversas contradições na história apresentada pelo réu, o que levou à desconfiança dos agentes.

O investigador destacou que Jackson escondeu o equipamento que armazenava imagens de segurança da casa, encontrado posteriormente no telhado de uma edícula do imóvel. As mensagens relacionadas ao suposto resgate teriam sido enviadas por uma pessoa contratada pelo réu, conforme indicaram as conversas encontradas no celular entregue à polícia.

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Ao verificar o quintal, os policiais notaram que a terra estava remexida. Jackson alegou estar construindo uma fossa, mas investigações revelaram que ele havia contratado um operador de máquinas para abrir o buraco, sem que este soubesse se tratar de uma atividade criminosa.

Confrontado com as evidências e questionamentos, Jackson confessou que matou Nilza por enforcamento, utilizando um dispositivo conhecido como “enforca-gato”, e planejou ocultar o corpo enterrando-o no quintal da residência.

A sobrinha da vítima contestou a versão do sequestro, afirmando que a família percebeu o desaparecimento de Nilza e desconfiou da história depois de não confirmar sua ida à academia, como alegado pelo marido. Também relatou comportamentos possessivos do réu, incluindo controle sobre os bens da tia, que eram significativos e envolviam imóveis e outros patrimônios.

O irmão da vítima afirmou que Nilza e Jackson haviam se casado em 2015, divorciado dois anos depois e reatado cerca de um ano antes do crime, período em que Nilza teria adquirido patrimônio. Ele também falou sobre a foto enviada pelos supostos sequestradores, na qual a mulher aparecia amarrada e usando as mesmas roupas que vestia quando seu corpo foi encontrado.

O julgamento segue no Fórum da Comarca de Cuiabá, onde ao todo cinco testemunhas devem depor para esclarecer os fatos acerca do assassinato.

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