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Líder de facção criminosa capturada na Bolívia é transferida para penitenciária em Cuiabá

Angélica Saraiva de Sá, conhecida como Angeliquinha, foi presa na Bolívia e agora cumprirá pena sob Regime Disciplinar Diferenciado em Mato Grosso.

Angélica Saraiva de Sá, conhecida no meio policial como “Angeliquinha”, foi transferida na terça-feira (20) para a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, localizada em Cuiabá, Mato Grosso. Ela cumprirá pena sob o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), conforme determinação da Justiça.

Angeliquinha estava custodiada em uma unidade prisional de Mato Grosso do Sul, no Estabelecimento Penal Feminino Carlos Alberto Jonas Giordano, em Corumbá, desde sua captura na Bolívia, em 22 de setembro. A prisão ocorreu em Santa Cruz de la Sierra, durante uma ação conjunta entre as polícias Civil de Mato Grosso e boliviana. Após a prisão, ela foi entregue à Polícia Federal do Brasil e encaminhada provisoriamente à unidade prisional de Corumbá.

De acordo com a Polícia Civil, Angélica possui condenações que somam mais de 260 anos de reclusão, com múltiplos mandados de prisão emitidos em diferentes processos. Ela é apontada como uma das líderes de uma facção criminosa atuante no extremo norte do estado de Mato Grosso, principalmente na região de Alta Floresta.

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As investigações indicam que a investigada teria envolvimento em atividades ilegais como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e coordenação de ações criminosas associadas à organização.

A 5ª Vara Criminal de Sinop determinou a inclusão de Angeliquinha no RDD pelo período inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação mediante nova decisão judicial fundamentada. O regime impõe condições especiais de custódia e restrições conforme previsto em lei.

A medida foi tomada no âmbito das investigações da Operação Showdown, deflagrada em março de 2026 pela Polícia Civil para apurar o apoio fornecido por familiares da presa às atividades criminosas e à lavagem de dinheiro. Na ocasião, foram cumpridas 31 ordens judiciais, incluindo prisões, busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueios financeiros e suspensão de pessoas jurídicas.

Durante as investigações, foram identificadas movimentações financeiras superiores a R$ 20 milhões num período de aproximadamente 19 meses, valores estes incompatíveis com as rendas declaradas pelos envolvidos. Empresas e negócios teriam sido utilizados para dar legitimidade a recursos oriundos de atividades ilícitas.

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