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Arara abre cadeado e foge com outra em Juína (MT)

Em Juína, uma arara abriu o cadeado do recinto e fugiu com outra; uma delas foi resgatada após quase uma semana desaparecida.

Em Juína, cidade localizada a 735 km de Cuiabá, duas araras fugiram do recinto onde eram cuidadas pela médica-veterinária Gabriela Souza e pelo marido, Fernando Bergamin, há cerca de oito anos. A fuga aconteceu após uma das aves abrir o cadeado do local, conforme mostram imagens capturadas por câmera de segurança.

O registro mostra uma das araras mexendo no cadeado até conseguir soltá-lo. Logo depois, as duas aves aguardam por um momento e em seguida voam para fora do recinto.

Resgate e buscas

Uma das araras foi localizada e resgatada no sábado (24) no Módulo 4, área da cidade. A veterinária foi avisada por uma moradora que avistou uma das aves em uma árvore. O resgate contou com o apoio do Corpo de Bombeiros local.

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Segundo Gabriela Souza, a arara resgatada estava saudável, mas mais magra e cansada devido aos dias desaparecida. A captura foi feita após acompanhamento dos voos da ave, que foi atraída com ração habitual e colocada em uma gaiola de transporte.

A segunda arara segue desaparecida desde o dia 18 de outubro. Moradores das regiões centrais de Juína, principalmente nos bairros Módulo 1 e Módulo 4, relataram ter visto araras voando baixo e pousando em árvores.

Comportamento e cuidados

Gabriela explica que as aves não têm as asas cortadas, mas não estão acostumadas a voos longos, o que sugere que devem estar se deslocando em curtas distâncias e pousando em árvores próximas. A preocupação maior está na dificuldade que uma delas pode enfrentar para encontrar alimentação e água sozinha, já que costumam ser alimentadas e cuidadas rotineiramente pela família.

A médica-veterinária pede para que moradores que avistarem a ave desaparecida entrem em contato com ela ou acionem o Corpo de Bombeiros, passando a localização exata do animal. As araras são curiosas e tendem a prestar atenção quando alguém conversa com elas, mas não estão habituadas a pousar no braço de pessoas desconhecidas.

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