Trump destaca ‘poderes inacreditáveis’ em seu segundo mandato e centraliza campanha republicana nas eleições dos EUA
Durante comício no Kentucky, presidente dos EUA defendeu sua influência e lançou promessas para aumentar apoio às urnas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que possui “poderes inacreditáveis” em seu segundo mandato, durante um comício em Highland Heights, Kentucky. O evento teve como objetivo mobilizar eleitores republicanos diante das eleições de meio de mandato que representam um desafio para o partido.
Trump apoiou candidatos locais, como Ed Gallrein, concorrente à Câmara dos Representantes, e destacou ter maior capacidade de ação neste segundo mandato. “Não acho que poderia ter feito isso no meu primeiro mandato. Este é um mandato muito mais poderoso”, declarou, citando ações controversas como a mudança da denominação oficial do Golfo do México para “Golfo da América” e a alteração do nome do Lago Ontário para “Lago América”.
A declaração ocorre em um momento de crescente insatisfação popular com a condução do presidente, especialmente frente às tarifas comerciais impostas e ao conflito em curso com o Irã, que tem pressionado a inflação, aumentando os preços para os americanos.
Trump reiterou que a guerra com o Irã chegará ao fim em breve e prometeu redução nos preços dos combustíveis, o que recebeu aplausos do público presente. O presidente também defendeu sua proposta de conceder US$ 5 mil a todos os adultos americanos caso os republicanos retomem o controle do Congresso nas eleições. Essa medida, porém, teria um custo estimado superior a US$ 1 trilhão e demandas para aprovação legislativa.
Outra promessa específica para o Kentucky foi anunciada por Trump: um investimento do Departamento de Defesa para revitalizar uma fábrica de medicamentos no estado, condicionado à vitória do partido nas urnas.
Republicanos demonstram preocupação nos bastidores quanto ao papel polarizador de Trump nas eleições, especialmente diante da possibilidade de os democratas recuperarem a maioria no Congresso e iniciarem investigações sobre o governo atual. A disputa será decisiva para o controle das Casas do Legislativo e o rumo político do país.