Lucro da BlackRock cresce 26% no terceiro trimestre impulsionado por comissões mais altas
A BlackRock apresentou lucro recorde em setembro, refletindo aumento nas comissões e maior volume de ativos sob gestão.
A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, anunciou nesta quarta-feira um lucro de US$1,66 bilhão no terceiro trimestre, um aumento de aproximadamente 26% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando registrou US$1,32 bilhão. O resultado representa um lucro por ação de US$10,57, ante US$8,43 no terceiro trimestre de 2025.
O crescimento do lucro foi impulsionado pelas comissões mais altas obtidas com a gestão dos fundos dos clientes, refletindo a resiliência dos mercados financeiros durante o período. Os ativos sob gestão da BlackRock atingiram US$15,49 trilhões em setembro, um aumento significativo em comparação com os US$13,46 trilhões registrados no ano anterior.
Esse avanço decorreu da combinação de US$134,5 bilhões em novos fluxos para os ETFs iShares, principal linha de produtos da empresa, e pela valorização dos investimentos em um cenário robusto para o mercado acionário.
Segundo o presidente-executivo Larry Fink, “os fundamentos do mercado estão sólidos e bem sustentados, com margens mais altas e um impulso nos lucros impulsionado pelas novas tecnologias”.
Apesar do desempenho positivo, o ambiente apresenta desafios. O aumento recente da taxa de juros pelo Federal Reserve e a elevação nos rendimentos dos títulos podem dificultar a manutenção da alta nos mercados, pois investidores tendem a buscar ativos considerados mais seguros, realocando capital conforme a rentabilidade ajustada ao risco.
Os produtos de dívida da BlackRock tiveram fluxos líquidos positivos de US$78,2 bilhões no trimestre, indicando forte demanda, mesmo em um contexto de venda expressiva dos títulos do Treasury.
Nas negociações pré-mercado, as ações da BlackRock avançavam cerca de 4%, refletindo a confiança do mercado nos resultados apresentados.