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Taxas dos DIs elevam após dados de inflação nos EUA e expectativa por pesquisa eleitoral no Brasil

Após divulgação do índice de preços ao consumidor nos EUA, taxas dos DIs sobem enquanto mercado brasileiro aguarda nova pesquisa presidencial.

Da 14/10/2026 às 17h36

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) encerraram esta quarta-feira com alta, movimentadas pela divulgação dos dados de inflação nos Estados Unidos e pela expectativa dos investidores em relação à pesquisa eleitoral brasileira programada para o início da noite. A oscilação das taxas refletiu a volatilidade dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) ao longo do dia.

No Brasil, o índice do DI para janeiro de 2028 registrou alta de 3 pontos-base, alcançando 12,725%, em comparação com o fechamento anterior em 12,699%. Já a taxa do DI para janeiro de 2035 subiu 8 pontos-base, indo para 12,66% ante 12,579% do dia anterior.

Impacto dos dados de inflação dos EUA

Pela manhã, o governo dos Estados Unidos informou que o índice de preços ao consumidor (CPI) avançou 0,6% em setembro, conforme a estimativa de economistas consultados pela Reuters. A divulgação provocou um aumento imediato dos rendimentos dos Treasuries de curto e longo prazo, refletindo a maior probabilidade de uma nova elevação da taxa de juros pelo Federal Reserve no curto prazo.

Leia também: Inflação nos EUA, pesquisa Quaest e votação da escala 6×1 movimentam mercados nesta quarta-feira

Esse movimento levou as taxas dos DIs brasileiros a atingirem máximas e contribuiu para a valorização do dólar em relação ao real. Por volta das 9h36, logo após a liberação dos números do CPI, a taxa do DI para janeiro de 2035 atingiu 12,710%, com alta de 13 pontos-base.

Segundo o analista Matheus Spiess, da Empiricus Research, apesar de o CPI ter vindo em linha com as previsões, “há uma certa ansiedade para os próximos passos do Fed”, o que eleva a aversão ao risco devido à possibilidade de juros mais altos nos Estados Unidos.

Influência da pesquisa eleitoral brasileira

Durante a tarde, o rendimento dos Treasuries de longo prazo perdeu parte da força inicial, migrando para território negativo, o que levou as taxas dos DIs a se aproximarem da estabilidade. Contudo, no fechamento, voltaram a operar em alta.

No cenário nacional, os investidores mantiveram atenção na divulgação da nova pesquisa Quaest, que será divulgada no início da noite e traz novidades para a disputa presidencial. Pesquisa anterior divulgada na terça-feira indicou empate técnico no segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Além do aspecto político, o mercado avalia que a eventual eleição de Flávio Bolsonaro, atualmente o nome preferido do mercado, poderia favorecer o controle das contas públicas, ideia que sustenta expectativas por uma redução dos juros. Contudo, o candidato e sua equipe econômica ainda não apresentaram propostas concretas de ajuste fiscal.

Dados econômicos domésticos

Na parte da manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o setor de serviços teve queda de 0,1% em agosto em comparação com julho, índice inferior à previsão de alta de 0,4% projetada por economistas. Na comparação anual, o crescimento registrado foi de 0,6%, abaixo da estimativa de 1,1%.

Para Spiess, a pesquisa de serviços mostrou uma desaceleração econômica, porém este dado teve um impacto secundário devido ao foco no cenário eleitoral.

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