Produção de petróleo da Petrobras atinge 2,96 milhões de barris por dia em setembro, aponta BBI
Dados preliminares da ANP mostram crescimento na produção de campos estratégicos da Petrobras em setembro de 2026.
A produção de petróleo da Petrobras atingiu 2,96 milhões de barris por dia em setembro de 2026, resultado que representa um avanço de 1% em relação a agosto, segundo dados preliminares divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O aumento da produção foi impulsionado principalmente pelos campos de Búzios, que cresceu 2% no mês, superando 1 milhão de barris por dia pelo segundo mês consecutivo, e Tupi, cujo volume subiu 8%, alcançando cerca de 550 mil barris diários, após operar próximo a 500 mil barris por dia entre maio e agosto.
Na avaliação do Bradesco BBI, o desempenho de setembro é positivo para a estatal, reforçando a expectativa de que as projeções de produção serão revista para cima pelo mercado. Além disso, os analistas indicam que este crescimento pode resultar em projeções maiores de EBITDA, lucro e geração de caixa para o terceiro trimestre de 2026, cujo resultado médio de produção chegou a 2,89 milhões de barris por dia, 6% superior ao trimestre anterior e acima do consenso de 2,77 milhões.
O BBI ressalta, entretanto, que ainda é cedo para afirmar que esse patamar de quase 3 milhões de barris por dia será mantido nos próximos meses, já que a produção pode variar por fatores como manutenção de plataformas, intervenções em poços e entrada de novos sistemas de produção.
Acordos de Equalização e Impactos Financeiros
Além da produção, a Petrobras anunciou a assinatura dos acordos de equalização relativos aos reservatórios compartilhados de Berbigão e Sururu. Como resultado, a companhia deverá receber cerca de US$ 859 milhões de seus parceiros nos consórcios até novembro de 2026, valor que equivale a 0,52% do valor de mercado da empresa.
Esses acordos foram aprovados pela ANP em abril, estabelecendo participações finais de 45,4% para a Petrobras em Sururu e 62,9% em Berbigão, vigentes a partir de 1º de maio de 2026. Segundo a XP Investimentos, a medida é positiva e deve fortalecer a geração de caixa e dividendos da estatal no quarto trimestre de 2026.
Os Acordos de Individualização da Produção (AIPs) são utilizados quando um reservatório ultrapassa os limites de uma área concedida, exigindo negociações para compensações financeiras relacionadas aos custos e receitas anteriores à formalização dos acordos.