Justiça Eleitoral determina que PF investigue deputada Ana Elisa após pedido de Flávio Bolsonaro
Deputada federal por Minas Gerais é alvo de investigação da Polícia Federal por suposta divulgação de informações falsas na eleição.
A 103ª Zona Eleitoral de Divinópolis, em Minas Gerais, determinou a abertura de inquérito policial pela Polícia Federal para investigar a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT). A medida foi tomada após Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, protocolar uma notícia-crime que acusa Ana Elisa de divulgar “fatos sabidamente inverídicos” durante a campanha eleitoral, prática proibida pelo artigo 323 do Código Eleitoral.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) avaliou a denúncia e entendeu que havia “elementos suficientes” para iniciar o procedimento investigativo a fim de apurar o possível delito. Além disso, solicitou a preservação dos registros digitais das publicações feitas pela deputada na plataforma X (antigo Twitter), no período entre 24 de setembro e 8 de outubro.
No entanto, o MPE rejeitou o pedido feito por Flávio para proibir Ana Elisa de publicar ou se manifestar nas redes sociais sobre conteúdos relacionados à eleição, classificando a solicitação como genérica e com limites indeterminados. A Justiça Eleitoral incorporou integralmente essa posição ao deferir a investigação, mas não determinou a restrição das manifestações da parlamentar.
A decisão também requisitou que a empresa responsável pela X Brasil Internet preserve a memória digital das publicações nesse intervalo citado. Em suas redes sociais, Ana Elisa comentou a determinação judicial dizendo: “Eu sou uma ‘menina’ de 21 anos do interior de Minas Gerais. Recebi 524 mil votos e tenho 4 milhões de seguidores. Mas eu pergunto: por que um candidato à Presidência da República tem tanto medo do que eu tenho a dizer?”