Ibovespa registra terceira queda consecutiva em 16 de outubro e analistas avaliam continuidade da correção
Após três sessões em baixa, Ibovespa segue em fase de correção sem romper tendência principal de alta, aponta analista técnico.
O Ibovespa encerrou a sessão do dia 15 de outubro de 2026 em queda de 1,06%, aos 204.324 pontos, marcando a terceira baixa consecutiva do índice. Este movimento ampliou a correção iniciada após uma sequência recente de altas, com o índice oscilando entre 203.110 pontos (mínima) e 206.520 pontos (máxima), permanecendo abaixo do recorde histórico de 209.713 pontos.
Segundo o analista técnico Rodrigo Paz, apesar da correção, o Ibovespa ainda se mantém acima das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico diário, indicando que a tendência principal do mercado continua sendo de alta. Ele observa que, desde a renovação da máxima histórica, o índice tem apresentado um comportamento mais lateral, com realizações de lucro, e que a queda recente diminuiu o afastamento dessas médias, recomendando cautela.
O Índice de Força Relativa (IFR) está em 68,68 pontos, próximo da região de sobrecompra, fator que reforça a possibilidade de continuidade da correção. No curto prazo, o gráfico de 60 minutos mostra maior enfraquecimento, com o Ibovespa fechando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando a pressão vendedora e abertura para queda adicional.
Para retomar a trajetória de alta, o índice precisaria superar o recorde histórico de 209.713 pontos. Movimentos acima desse patamar projetam alvos em 215.630 pontos, 221.450 pontos e, em um movimento prolongado, 230.000 pontos. Já pelo lado vendedor, a perda confirmada do suporte em 203.980 pontos pode direcionar o índice para 199.354 pontos, com possibilidade de expansão da correção para níveis entre 189.487 e 181.560 pontos.
O contrato de mini-índice (WINZ26), com vencimento em dezembro, refletiu o movimento corretivo, fechando em 208.495 pontos, queda de 0,27%. No gráfico de 15 minutos, o contrato fechou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, com níveis de suporte em 207.960/207.440 pontos e resistência imediata em 208.800/209.095 pontos, onde o rompimento de qualquer uma dessas faixas pode indicar o próximo movimento.
Quanto ao contrato de minidólar (WDOX26), com vencimento em novembro, houve alta de 1,00%, fechando a sessão em 5.116,5 pontos. O ativo apresentou recuperação e fechou acima das médias móveis de curto prazo (9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos). Os principais pontos de suporte e resistência para o curto prazo são 5.103/5.083 e 5.116,5/5.135, respectivamente, refletindo a necessidade de superação de resistências para continuidade do avanço.
O contrato futuro de Bitcoin (BITV26), com vencimento em outubro, fechou com alta de 2,24%, aos 421.960 pontos. A recuperação ocorreu na zona da média móvel de 200 períodos, indicando entrada de fluxo comprador e redução da pressão vendedora. Contudo, o contrato ainda está abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, que precisam ser retomadas para confirmação da tendência de alta. O IFR está em 51,14 pontos, em nível neutro.
Rodrigo Paz ressalta que, para o contrato de Bitcoin, a perda da faixa 405.340/405.180 pontos pode desencadear maior pressão de venda, com possíveis alvos entre 388.590 e 329.600 pontos. Para o movimento positivo, o rompimento das resistências em 427.500/435.740 pontos pode fortalecer o fluxo comprador em direção a 520.515/590.020 pontos.
O analista destaca ainda os principais suportes e resistências para os minicontratos de dólar e índice para a sexta-feira, 16 de outubro de 2026, reforçando que a análise acompanha diversas temporalidades e indicadores técnicos para orientar as expectativas do mercado no curto prazo.