Flávio Bolsonaro garante manutenção do reajuste do salário mínimo e dos pisos de saúde e educação
Candidato à Presidência reforça compromisso com reajuste acima da inflação e descarta alterações constitucionais nos pisos de saúde e educação.
O candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, afirmou em entrevista concedida à TV Globo nesta sexta-feira, 16 de outubro, que pretende manter o reajuste do salário mínimo acima da inflação. Ele também destacou que não pretende desvincular o percentual de reajuste do salário mínimo nem alterar a Constituição para modificar os pisos dos gastos em saúde e educação.
Durante a sabatina, ao ser questionado pela entrevistadora Renata Lo Prete se pretendia adotar essas medidas, Flávio respondeu de forma categórica e direta, sem hesitações, desmentindo as acusações de que faria tais mudanças, apresentadas em propagandas eleitorais da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Compromissos com políticas sociais e gestão fiscal
Além das questões relacionadas ao salário mínimo e aos pisos orçamentários, Flávio Bolsonaro destacou a intenção de realizar cortes nos gastos de ministérios e estatais, bem como implementar privatizações como estratégias para enxugar o orçamento público. Ele citou a possibilidade de securitização de créditos que a União tem a receber, estimados em quase R$ 3 trilhões, o que poderia render mais de R$ 200 bilhões anuais para o orçamento federal.
O candidato também mencionou a venda de imóveis da União e a exploração da Margem Equatorial como fontes para ampliar as receitas públicas.
Reajustes para aposentados e benefícios sociais
Na semana anterior à entrevista, Flávio desmentiu supostos planos de alterar a forma de aumento das aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para redução de gastos públicos. Reforçou que não pretende diminuir os benefícios das pessoas mais vulneráveis e reafirmou seu compromisso em manter reajustes reais para aposentados.
Segundo o candidato, o Brasil possui recursos suficientes para garantir esses pagamentos e ressaltou a necessidade de combater a corrupção como forma de melhorar as finanças públicas. Ele destacou que, segundo seus dados, estatais tiveram lucro de R$ 18 bilhões no governo Bolsonaro, mas vinham registrando prejuízos, somando R$ 36 bilhões, atualmente.