Flávio Bolsonaro anuncia que abordará ‘caso Lulinha’ em debate; Lula nega envolvimento e inexistência de contratos
Após entrevista de lobista que menciona Lulinha, Flávio Bolsonaro promete cobrar explicações em debate; Lula reconhece acusações como infundadas.
O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, anunciou que vai levar ao debate na Band, previsto para a noite deste domingo (18), questionamentos relacionados ao “caso Lulinha”, após entrevista concedida pela lobista Roberta Luchsinger à CNN Brasil. Ela afirmou que pretende propor um acordo de delação premiada e fez declarações duras contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Flávio compartilhou diversos trechos da entrevista em suas redes sociais, destacando críticas da lobista ao presidente, a quem Roberta chamou de “mentiroso” e “mau-caráter”. O candidato do PL afirmou que pretende cobrar respostas de Lula durante o debate eleitoral, afirmando que o Brasil precisa saber a “verdade” sobre o atual mandatário.
Em resposta, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência divulgou nota afirmando que Lula desconhece completamente os fatos relatados por Roberta Luchsinger e que não manteve qualquer interlocução com ela, nem teve conhecimento das supostas tratativas mencionadas. A nota ressalta, ainda, que não há nenhum contrato do governo federal com a lobista.
O texto oficial também manifesta estranheza com o momento das declarações, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, reforçando que, em processos eleitorais anteriores, denúncias sem comprovação foram usadas como instrumento de manipulação da opinião pública, representando uma tentativa de tumultuar o processo democrático.
Roberta Luchsinger afirmou na entrevista que Lulinha se reunia semanalmente com ministros do governo, contrariando declarações anteriores de Lula. Ela é investigada pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto, que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e afirmou que pretende colaborar com as investigações através de delação premiada, enfatizando que não poupará ninguém, incluindo o presidente e seu filho.
A lobista também relatou ter sido alvo de ameaças e criticou a ausência de apoio, apesar de ter os bens bloqueados no caso. Luchsinger declarou acreditar que Lula foi “covarde” ao não se manifestar após ela ter sido chamada de “pilantra”, termo usado pelo presidente anteriormente.