Secretário de Defesa dos EUA discute tensões com Irã em visita não anunciada a Israel
Pete Hegseth se reuniu com Benjamin Netanyahu para tratar da escalada do conflito com o Irã e parceria estratégica entre Estados Unidos e Israel.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, realizou uma visita não anunciada a Israel na segunda-feira (19), onde se reuniu com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para discutir a escalada das tensões na região, especialmente em relação ao Irã, segundo informações de autoridades israelenses divulgadas pelo G1.
De acordo com Doron Spielman, porta-voz de Netanyahu, o encontro ocorreu na base aérea de Uvda, localizada no deserto do Neguev, no sul do país. Os líderes discutiram “as ameaças na região” e a cooperação entre Estados Unidos e Israel para enfrentá-las, em ações ofensivas e defensivas.
Hegseth também expressou gratidão pela recepção das tropas americanas em solo israelense, cuja presença é composta por milhares de militares, e abordou o apoio do presidente Donald Trump ao primeiro-ministro israelense, especialmente às vésperas das eleições parlamentares israelenses, marcadas para 27 de outubro de 2026.
Em comunicado, Netanyahu declarou ter conversado com Trump sobre a importância da eliminação do regime iraniano. No domingo anterior, Trump manifestou apoio explícito a Netanyahu para as próximas eleições. Essa movimentação ocorre em um cenário de tensão elevada entre Washington e Teerã, incluindo recentes ataques realizados pelos houthis do Iêmen, aliados do Irã, contra a Arábia Saudita.
Embora o Pentágono não tenha comentado publicamente a visita de Hegseth, este publicou no X que esteve com tropas americanas sob responsabilidade do Comando Central dos EUA, que abrange o Oriente Médio, nordeste da África e partes da Ásia, mas não revelou o local preciso da reunião.
Desde fevereiro, forças dos Estados Unidos e de Israel têm conduzido ataques conjuntos contra o Irã, intensificando o conflito na região. Netanyahu declarou não haver intenção de atacar o Irã antes das eleições israelenses, posição compartilhada por Trump, que também afirmou que não iniciará ataques até as eleições legislativas americanas de novembro.
A cooperação militar entre os dois países se intensificou, incluindo o reforço da presença americana com aeronaves e pessoal desde o início deste ano.