Programa Mundial de Alimentos reduz assistência a meio milhão em Gaza por falta de recursos
PMA anuncia corte na ajuda humanitária que afetará 500 mil pessoas em Gaza devido à escassez de verbas.
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) anunciou nesta segunda-feira (19) que terá que reduzir suas operações humanitárias em Gaza devido à falta de recursos financeiros. A medida resultará em cerca de 500.000 pessoas sem acesso à assistência mensal no território palestino, enfrentando condições humanitárias agravadas desde o início da ofensiva israelense em 2023.
Segundo o PMA, aproximadamente 1,4 milhão de habitantes da Faixa de Gaza estão em situação de insegurança alimentar aguda e dependem da ajuda para sobreviver. A redução da ajuda acontece após uma breve melhora observada no final de 2025, quando o território deixou de ser classificado em estado de fome devido a um cessar-fogo e ao aumento da assistência.
Com os cortes, os pacotes de alimentos distribuídos serão reduzidos pela metade, assim como o número de refeições diárias, que passará de 250.000 para 150.000. Além disso, o auxílio financeiro oferecido a 75.000 famílias para compra de alimentos terá sua quantia reduzida de 1.250 para 750 shekels mensais (aproximadamente de 400 para 240 dólares).
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A organização atribui a queda nos recursos principalmente às reduções nos repasses por parte do governo dos Estados Unidos sob a administração de Donald Trump, que limitou significativamente as contribuições à ONU e sua agências. O PMA enfrenta a necessidade de quase 450 milhões de dólares para manter suas operações na Cisjordânia e Gaza nos próximos seis meses, mas recebeu apenas cerca de metade desse valor até 2026.
Em setembro, o programa já havia diminuído para metade o número de beneficiários na Cisjordânia, passando de 400.000 para 200.000 pessoas. A situação agrava a realidade de Gaza, que segue sob impactos diretos da guerra e da bloqueio, com grande parte da população em situação de vulnerabilidade extrema.
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