Presidiário que matou colega para ser condenado à morte é executado na Flórida
James Robertson foi executado em 2026, quase 18 anos após estrangular companheiro de cela com o objetivo de obter pena capital.
James Robertson, preso na Flórida, foi executado nesta terça-feira (13) por estrangular outro detento na tentativa de obter a pena de morte e evitar cumprir prisão perpétua. O crime ocorreu em 2008, quando Robertson assassinou Frank Hart enquanto ele dormia.
Aos 63 anos, Robertson recebeu uma injeção letal aplicada em três etapas e morreu aproximadamente dez minutos depois. Sua última refeição consistiu em bife, batatas, ovos fritos, torradas e leite. Ele recebeu visitas de um primo e de um amigo por correspondência antes da execução, sem encontros com líderes religiosos.
Contexto do crime e processo
Robertson estava preso desde 1980, inicialmente condenado por invasão de domicílio e agressão aos 17 anos. Ao longo do tempo, acumularam-se outras condenações, incluindo fuga, agressão e porte ilegal de armas dentro do sistema carcerário.
Frank Hart cumpria pena desde 2003 por crime sexual. Robertson se declarou culpado de homicídio em primeiro grau pelo assassinato e renunciou aos recursos judiciais, afirmando que matou o colega para evitar passar o restante da vida na prisão.
A pena de morte na Flórida e nos Estados Unidos
Essa foi a 17ª execução realizada na Flórida em 2026. O estado responde por mais da metade das 31 execuções nos Estados Unidos neste ano. Em 2025, os EUA totalizaram 47 execuções, e a Flórida liderou com 19 casos, o maior número sob um único governador desde a retomada da pena de morte em 1976.
Recentemente, o governador Ron DeSantis revogou o mandado de execução de William Lee Thompson, preso condenado por homicídio, sequestro e violência sexual, aguardando avaliação psiquiátrica. Esta foi a primeira revogação feita por DeSantis.
O episódio ocorre em um momento de maior atenção sobre a aplicação da pena capital nos EUA, como a divulgação programada da execução por fuzilamento do atirador Nidal Malik Hasan e tentativas fracassadas em outros estados, inclusive a tentativa de execução não concluída de Christa Pike no Tennessee.