Netanyahu perde maioria no Parlamento israelense em 2023
O Knesset terá corrida para formar governo após coalizão de Netanyahu ficar com 53 cadeiras, oposição com 48, e partidos árabes ganharem força.
Após as eleições parlamentares realizadas em Israel, a coalizão governista liderada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu perdeu sua maioria no Knesset, o Parlamento israelense. A apuração final da Comissão Eleitoral Central mostrou que a coalizão de Netanyahu ficou com 53 cadeiras, enquanto a oposição comandada por Gadi Eisenkot conquistou 48 assentos.
Nenhum dos dois blocos alcançou a maioria necessária de 61 cadeiras para formar governo. A coalizão do premiê é composta pelos partidos Likud, Shas, UTJ, RZP e Otzma Yehudit. Antes da eleição, este grupo detinha 63 assentos no Parlamento.
A coalizão de oposição, por sua vez, agrega os partidos Yashar, B'Yachad, Democratas e Yisrael Beiteinu. Juntos, eles somaram 48 cadeiras no Knesset.
Partidos árabes ganham influência com 19 cadeiras
Um fator que acrescenta complexidade ao processo de formação do governo é o crescimento dos partidos árabes, que quase dobraram sua representação ao alcançar 19 cadeiras no parlamento. Essa expansão amplia o poder de negociação desses partidos, apesar de nem a coalizão governista nem a oposição parecerem dispostos a incluí-los em alianças.
As eleições de 2026 também tiveram recorde de participação popular e foram marcadas por denúncias de fraude feitas por Netanyahu, embora ainda sem comprovação até o momento.
Com o Knesset dividido, as negociações para a montagem de um novo governo oficial devem ser intensas, já que qualquer aliança precisa de pelo menos 61 assentos para assegurar a maioria parlamentar e a governabilidade.
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