Jurista sul-africana Navi Pillay, Nobel da Paz 2026, defende retorno dos EUA à liderança em direitos humanos
Navi Pillay cobra que os Estados Unidos retomem postura tradicional na defesa dos direitos humanos, criticando políticas recentes.
A jurista sul-africana Navi Pillay, laureada com o Prêmio Nobel da Paz em 2026, afirmou nesta terça-feira (13) que os Estados Unidos devem retomar seu papel histórico de liderança na defesa dos direitos humanos e das liberdades no cenário mundial.
Pillay criticou a postura recente do governo americano durante o segundo mandato do presidente Donald Trump, caracterizada por um isolamento progressivo e um posicionamento antiglobalista. Ela ressaltou que essa política resultou na redução significativa do apoio financeiro a organizações internacionais de ajuda humanitária e em ataques diretos a órgãos multilaterais, especialmente a Organização das Nações Unidas (ONU).
Além disso, a jurista destacou a investida promovida pelo atual governo dos EUA para deslegitimar e buscar o fim do Tribunal Penal Internacional (TPI), entidade responsável pelo julgamento de crimes de guerra e contra a humanidade. Essa iniciativa ocorreu pouco tempo após a cerimônia que concedeu a Pillay o Nobel da Paz.
Em entrevista concedida à Reuters, Navi Pillay também manifestou críticas às sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra o TPI, que foram anunciadas horas depois de sua premiação na última sexta-feira. A jurista enfatizou a importância da cooperação global para a proteção dos direitos humanos e defendeu um retorno dos EUA a esse compromisso diplomático e humanitário.