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Três mulheres de Goiás figuram entre as 100 mais poderosas do

Ana Amélia, Camila Colpo e Nathália Secco são reconhecidas pela Forbes por liderança e inovação no agronegócio goiano.

A revista Forbes divulgou em 15 de outubro de 2026 a lista das "100 Mulheres Poderosas do Agro", que destaca produtoras, empresárias e lideranças femininas no setor agropecuário brasileiro. Três representantes de Goiás integram essa relação: Ana Amélia, Camila Colpo e Nathália Secco.

Ana Amélia Paulino: Pecuarista e líder rural de Porangatu

Ana Amélia Avelar Ferreira Paulino, de Porangatu, é advogada e administra a Fazenda Barra das Onças, em Trombas, com aproximadamente 3 mil bovinos da raça Nelore e criação de cavalos. Ela preside o Sindicato Rural de Porangatu desde dois anos atrás, sendo a primeira mulher a assumir este posto, e concorre à reeleição no final deste mês. Além disso, Ana Amélia lidera a Comissão de Equideocultura da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg).

Filha e neta de produtores rurais, Ana Amélia manifestou orgulho pela inclusão na lista da Forbes, afirmando que o reconhecimento representa a persistência em sua trajetória no campo.

Camila Colpo: Empresária bilionária à frente da Boa Safra Sementes

Natural de Brasília, mas com forte atuação em Goiás, Camila Colpo é engenheira agrônoma formada pela Universidade Federal de Goiás e preside a empresa familiar Boa Safra Sementes, localizada em Formosa. A empresa, fundada oficialmente em 2009 em parceria com seu pai e irmão, fechou o ano de 2025 com uma receita líquida de R$ 2,62 bilhões.

Camila já havia sido destacada pela Forbes em outras listas referentes às mulheres mais poderosas do Brasil, ressaltando o papel de liderança feminina no agronegócio do interior goiano.

Nathália Secco: Inovação tecnológica aplicada ao campo

Nathália Secco, formada em música pela Universidade Federal de Goiás, teve sua carreira como cantora lírica comprometida por um problema vocal e migrou para o agronegócio com foco em inovação tecnológica. À frente do Orchestra Innovation Center e da Orchestra Ventures em Rio Verde, Nathália desenvolve projetos que conectam produtores rurais a empresas de tecnologia, inclusive internacionais, para testar soluções no campo.

Seus projetos abrangem a redução média de 40% dos custos com herbicidas em fazendas, por meio do uso eficiente dos produtos conforme a necessidade específica das áreas agrícolas. Em 2025, ela recebeu um prêmio de tecnologia agrícola no Global Women in Agritech, evento na Bélgica voltado para mulheres inovadoras no setor agropecuário.

Essas três mulheres refletem o crescimento da participação feminina em posições estratégicas e inovadoras no agronegócio de Goiás, impactando desde a produção pecuária tradicional até a modernização com tecnologias avançadas.

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