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Policiais militares são presos após suspeita de extorsão de R$ 10

Cabos da PM foram detidos por supostamente ameaçar jovem com arma para obter transferência bancária; corregedoria investiga o caso.

Dois policiais militares foram presos nesta terça-feira (20), em Aparecida de Goiânia, no estado de Goiás, suspeitos de extorquir R$ 10 mil de um jovem sob ameaça de arma de fogo, conforme apuração da Polícia Militar do Estado de Goiás (PM-GO).

Segundo a Corregedoria da corporação, os cabos Jailson Rodrigues de Almeida e Luiz Henrique de Alencar Monteiro, ambos integrantes da PM desde 2017, foram identificados após diligências investigativas. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que os policiais chegaram em uma BMW azul sem identificação policial, abordaram o homem e sua namorada na porta da residência e posteriormente entraram na casa.

De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais alegaram procurar por drogas no imóvel. Não encontrando nenhuma substância ilícita, eles passaram a ameaçar o jovem com uma arma, exigindo acesso aos seus aplicativos bancários para que fosse realizada uma transferência de R$ 10 mil. A vítima relatou que os policiais afirmaram que o levariam para "dar uma volta" caso não realizasse a transferência. O banco autorizou a transação devido ao horário em que ocorreu.

Além disso, os policiais teriam confiscado os celulares da vítima e continuaram a fazer contato utilizando o aparelho da namorada para pressionar a entrega de mais dinheiro.

A PM-GO instaurou procedimento administrativo disciplinar para apurar os fatos e suspendeu preventivamente os suspeitos das funções operacionais, retirando o porte de arma de ambos. Eles permanecem custodiados no Presídio Militar e à disposição da Justiça.

Segundo nota da Polícia Militar, os militares foram presos em flagrante pela própria instituição; Jailson foi localizado próximo a um posto de combustível na BR-153 e Luiz Henrique foi detido enquanto estava em serviço no Terminal Isidória, em Goiânia.

A defesa de Luiz Henrique questionou a prisão em flagrante, alegando que não há provas que o liguem ao crime, enquanto que a defesa de Jailson ainda não se pronunciou.

A Polícia Militar de Goiás reafirmou o compromisso com a legalidade e ética, garantindo rigor na apuração de eventuais desvios e assegurando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

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