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Justiça veta empresário bancar viagem a 1.000 eleitores do Lula

Decisão judicial impõe multa por eventuais violações após empresário oferecer viagem gratuita a Caldas Novas com cerveja e picanha em Goiás.

1 de 2 Ministério Público do Trabalho em São José do Rio Preto (SP)
1 de 2 Ministério Público do Trabalho em São José do Rio Preto (SP) — Foto: Divulgação

A Justiça Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT) determinou a proibição para o empresário Leandro Batista Nóbrega de realizar neste domingo (25) qualquer evento que retire trabalhadores de seus domicílios eleitorais em Goiânia, Goiás, durante o segundo turno das eleições presidenciais. A decisão foi tomada pelo juiz Carlos Alberto Begalles e atende a uma denúncia do Ministério Público do Trabalho (MPT).

A determinação judicial ocorreu após a divulgação de um vídeo em que o empresário, dono do Frigorífico Goiás, oferecia uma viagem totalmente custeada para 1.000 apoiadores do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo gastos com cerveja e picanha, para Caldas Novas, município no sul do estado.

Segundo o juiz Begalles, a Constituição Federal assegura o voto direto e secreto, e o Código Eleitoral torna crime qualquer impedimento ao exercício do voto ou grave ameaça para influenciar o eleitor. Caso a proibição seja descumprida, o empresário estará sujeito a multa de R$ 100 mil por trabalhador presente no evento.

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Leandro Batista Nóbrega compartilhou a decisão judicial em suas redes sociais, afirmando: "A Justiça é rápida quando é para punir alguém da direita".

Esta não é a primeira vez que o empresário enfrenta medidas judiciais relacionadas a posicionamentos políticos. Em 2025, após denúncia do deputado estadual Mauro Rubem (PT), ele foi obrigado a retirar um cartaz do Frigorífico Goiás que dizia "Petista aqui não é bem-vindo". Posteriormente, foi colocado um novo anúncio com a frase "Ladrão aqui não é bem-vindo. Quem apoia ladrão também não". Naquela ocasião, a defesa do frigorífico alegou ter cumprido integralmente a determinação judicial e que o novo cartaz não tinha conteúdo político ou discriminatório.

Até o momento, não houve retorno do Frigorífico Goiás sobre a atual proibição judicial.

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