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Homem surdocego aprende a tocar violino com números escritos no braço

Max Bernardes, surdocego há 13 anos, utiliza notas em números desenhadas no braço para tocar violino no Espírito Santo.

Max Bernardes faz aulas de violino há quatro meses em um projeto de Vila Velha, no Espírito Santo
Max Bernardes faz aulas de violino há quatro meses em um projeto de Vila Velha, no Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Em Vila Velha, no Espírito Santo, um homem surdo e cego há 13 anos vem aprendendo a tocar violino de uma forma inovadora: com notas musicais escritas em números diretamente em seu braço. Max Bernardes, que ficou surdocego após contrair meningite, frequenta aulas gratuitas na Estação Leopoldina há cerca de quatro meses.

Para superar as limitações de visão e audição, Max criou no hospital um método próprio chamado "escrita tátil", onde pessoas escrevem números em seu braço para indicar as notas musicais. O professor Tácito Ribeiro, responsável pelas aulas, diz que o processo requer muita paciência e considera o aprendizado um verdadeiro "milagre".

Max aprendeu a interpretar músicas como "Beautiful", de Christina Aguilera, utilizando a percepção das vibrações do violino para reconhecer as notas. Já próximo de concluir o ensino médio, o estudante planeja se dedicar integralmente à música e tem o sonho de compor suas próprias canções.

"Quando eu estava no hospital, pensava em como me comunicar. Trabalhei muito o raciocínio lógico e criei a escrita no braço para entender e me expressar", relata Max, que hoje utiliza este sistema tanto para conversar quanto para aprender violino.

Tags: Vila Velhaeducação inclusivamúsica acessívelsurdocegueiraviolino

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