Pular para o conteúdo
Economia

Mercado financeiro eleva previsão de inflação para 5,22% em 2026 e prevê redução maior da Selic

Relatório Focus indica aumento na estimativa de inflação e projeção de corte mais intenso na taxa básica de juros no próximo ano.

Por redação gnews 13/10/2026 às 08h59  ·  Atualizado em 13/10/2026 às 09h00

Analistas do mercado financeiro revisaram para cima a estimativa de inflação para 2026, elevando-a para 5,22%, conforme divulgado nesta terça-feira (13) no Boletim Focus pelo Banco Central (BC). A pesquisa foi realizada na última semana com a participação de mais de 100 instituições financeiras.

Apesar do aumento na projeção da inflação, a expectativa para a taxa básica de juros, a Selic, é de uma queda maior até o final de 2026. A estimativa recuou de 13,50% para 13,25% ao ano, indicando que o mercado prevê pelo menos duas reduções na taxa até o fim do próximo ano.

Contexto econômico e projeções

O mercado financeiro manteve em 1,85% sua previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, indicando uma desaceleração da economia brasileira nesse período, já que a expansão em 2025 foi de 2,3%, segundo dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2027, a estimativa de crescimento do PIB está em 1,40%.

Leia também: FMI projeta desaceleração do crescimento econômico brasileiro em 2027 e aponta desafios para retomada

Adicionalmente, a projeção para a taxa de câmbio em 2026 sofreu ligeira baixa, com previsão passando de R$ 5,20 para R$ 5,15 por dólar até o final deste ano. Para 2027, a estimativa para o câmbio recuou de R$ 5,28 para R$ 5,26 por dólar.

Contexto global e meta inflacionária

O aumento da inflação prevista ocorre apesar das tensões continuadas no Oriente Médio, que impulsionam o preço do petróleo e podem pressionar os preços dos combustíveis no Brasil. Desde 2025, o sistema de metas de inflação adotado pelo Banco Central visa manter o índice inflacionário em 3%, considerando como meta o intervalo entre 1,5% e 4,5%.

Vale destacar que a inflação elevada impacta diretamente o poder de compra da população, especialmente àqueles com rendimentos mais baixos, já que os aumentos salariais geralmente não acompanham a alta nos preços.

📰 Veja também