Dólar sobe levemente a R$ 5,40 em meio a dados e sinais econômicos
Moeda americana acompanha taxa de desemprego e espera definição da equipe econômica de Lula em meio a sinais de desaceleração.
O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (30) em leve alta de 0,16%, cotado a R$ 5,3962, com investidores atentos aos dados recentes do mercado de trabalho no Brasil e à formação da nova equipe econômica do governo Lula (PT).
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a taxa de desemprego no terceiro trimestre ficou em 5,2%, indicação de que o mercado de trabalho permanece resiliente, mesmo com os sinais de que a economia brasileira vem desacelerando.
Paralelamente, o mercado financeiro monitora as decisões sobre os nomes que integrarão a equipe econômica do presidente Lula. Essa definição será essencial para estabelecer as perspectivas das contas públicas, um tema que preocupa investidores e empresários diante da pressão por ajustes fiscais. Também estão no foco as possíveis escolhas para diretoria do Banco Central.
Além das questões internas, indicadores econômicos dos Estados Unidos ganham destaque. Recentemente, o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) aumentou 0,5% em setembro, influenciado por alta nos preços da gasolina e outros bens. O crescimento econômico norte-americano no terceiro trimestre superou as expectativas, reforçando a possibilidade de elevação da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) na próxima reunião.
Contexto político e reforma tributária
Na esfera tributária, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou uma proposta para fixar a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) em 11,3% a partir de 2027. Essa definição será submetida ao Congresso Nacional, cabendo ao Senado estabelecer o valor final da alíquota, que substituirá o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) transitório com alíquota de 0,1% em 2027 e 2028, dividida entre estados e municípios. A reforma tributária adotará um modelo semelhante ao Imposto sobre Valor Agregado (IVA), com cobrança não cumulativa ao longo da cadeia produtiva.
Mercados internacionais
Na Ásia, o cenário permanece volátil. As ações chinesas registraram queda e acumulam a maior perda mensal desde 2016, pressionadas pela venda global no setor de inteligência artificial. O índice SSEC de Xangai e o CSI300 recuaram 1,4%. Em outros mercados, o Nikkei japonês caiu 2,12%, e o Kospi, da Coreia do Sul, 3,48%, enquanto o Hang Seng de Hong Kong teve alta de 1,5%.
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