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Compras agrícolas da China nos EUA caem ao menor nível em 7 anos

China adquiriu US$ 7,2 bilhões em produtos agrícolas dos EUA até setembro, abaixo da meta de US$ 17 bilhões anuais, excluindo soja.

Mais de 60% do volume de soja exportado de MT vai para a China
Mais de 60% do volume de soja exportado de MT vai para a China — Foto: Reprodução/TVCA

As compras chinesas de produtos agrícolas dos Estados Unidos, excluindo a soja, caíram para o menor patamar em sete anos. Até setembro de 2026, Pequim adquiriu US$ 7,2 bilhões (R$ 35,7 bilhões na cotação de hoje) em mercadorias americanas do setor, menos da metade da meta anual de US$ 17 bilhões (R$ 84,4 bilhões na cotação de hoje) estabelecida em acordo comercial bilateral.

A soja, que representa um pacto separado, está próxima de atingir a meta estipulada para suas aquisições.

Não há certezas sobre o cumprimento do acordo em relação aos demais produtos. Isso porque ainda não ficou claro quando começou a contagem da meta: se logo após o anúncio em maio ou somente após os cortes tarifários que a China prometeu fazer, práticas que até o momento não se concretizaram.

Esse ritmo lento nas compras gera dúvidas sobre a possibilidade de recuperação das importações chinesas ainda neste ano e causa insatisfação entre agricultores americanos, que também enfrentam custos maiores, como os elevados preços dos combustíveis.

A demanda chinesa por milho e carnes permanece fraca, enquanto a concorrência no mercado aumentou consideravelmente. Em 2021, durante o pico das compras chinesas, o país importou 20 milhões de toneladas de milho dos EUA, avaliado em US$ 5,6 bilhões (R$ 27,8 bilhões na cotação de hoje).

Porém, recentemente, foi declarado por uma corretora ligada a empresa estatal chinesa COFCO Futures que o milho americano não está competitivo devido à grande oferta interna na China. Para a safra 2026/27, a previsão é de que somente 900 mil toneladas do grão americano sejam importadas.

O sorgo americano também perdeu espaço para o Brasil, que obteve acesso ao mercado chinês em setembro de 2025 e já exportou 1,7 milhão de toneladas da cultura para a China neste ano, com previsão de mais embarques.

Quanto às carnes americanas, elas enfrentam obstáculos como a abundância de carne suína e de frango dentro da China e preços altos da carne bovina americana devido à redução do rebanho nos EUA.

Além disso, cerca de metade da capacidade de abate de gado de corte do país ainda não possui autorização para exportar à China, após inspeções que detectaram resíduos de substâncias proibidas nos produtos de alguns frigoríficos.

Especialistas indicam que para cumprir a meta de US$ 17 bilhões em produtos agrícolas, excluindo soja, a China provavelmente terá de mobilizar empresas estatais para ampliar as compras, estratégia já adotada na aquisição da soja. Essa decisão depende de fatores políticos e econômicos internos.

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