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Paciente do DF busca cirurgia para fístula liquórica rara

Alexandre Ferraz enfrenta dores intensas e desmaios por causa de condição que provoca vazamento do líquido que protege o cérebro.

Alexandre Ferraz Batista de Oliveira, de 46 anos, vive com fístula liquórica
Alexandre Ferraz Batista de Oliveira, de 46 anos, vive com fístula liquórica — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Alexandre Ferraz Batista de Oliveira, de 46 anos, morador do Distrito Federal, enfrenta uma doença rara chamada fístula liquórica espontânea, que provoca o vazamento do líquor — o líquido que protege o cérebro e a medula espinhal. Desde 2021, ele sente dores intensas na cabeça e na coluna descritas como queimações, além de desmaios e falhas de memória.

Alexandre e Isabela; filha faz vaquinha virtual para tentar cirurgia para o pai
Alexandre e Isabela; filha faz vaquinha virtual para tentar cirurgia para o pai — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Devido à gravidade dos sintomas, Alexandre foi aposentado por invalidez, pois as dores o impedem de realizar esforços físicos e exercer seu antigo trabalho como segurança. Apesar de diversos procedimentos realizados localmente, o problema persiste, e a família busca uma solução mais eficaz por meio de cirurgia em São Paulo.

Alexandre após procedimento médico para tratar condição que causa vazamento de líquido que protege cérebro e medula
Alexandre após procedimento médico para tratar condição que causa vazamento de líquido que protege cérebro e medula — Foto: Reprodução

Diagnóstico e desafios para tratamento

O neurocirurgião Fabio Simões Fernandes, do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), explica que a fístula liquórica pode surgir devido a traumas ou cirurgias no sistema nervoso central, ou ocorrer espontaneamente, como no caso de Alexandre. Casos espontâneos são raros, estimados em cerca de cinco para cada 100 mil habitantes.

Os sintomas típicos incluem dor de cabeça e vômitos, que tendem a piorar durante esforços físicos ou quando a pessoa permanece em pé ou sentada, melhorando ao se deitar. No caso de Alexandre, a localização exata do vazamento foi difícil de identificar, o que complicou o tratamento.

Especialistas que acompanharam o caso no Distrito Federal não realizaram a cirurgia pela complexidade do caso e pelo risco de agravamento, orientando a família a buscar um neurocirurgião especialista em São Paulo.

Busca por cirurgia e apoio familiar

Alexandre já passou por vários procedimentos menos invasivos, como tentativas de fechar a fístula com sangue, sem sucesso. O neurocirurgião Roger Brock, que atua no Hospital Sírio-Libanês em São Paulo, oferece uma cirurgia como esperança para a melhora do paciente.

Para custear o procedimento particular, estimado inicialmente em R$ 72 mil, a família de Alexandre lançou uma vaquinha virtual. Sua filha mais velha, Isabela Vitória, de 19 anos, relata o impacto da doença no convívio familiar e o esforço para arrecadar recursos que ainda estão distantes do necessário.

Atualmente, Alexandre vive da aposentadoria e trabalha eventualmente como autônomo para complementar a renda, enquanto aguarda a possibilidade de realizar a cirurgia que pode melhorar sua qualidade de vida.

Tags: Distrito FederalFístula LiquóricaNeurocirurgiaSaúdedoenças raras

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