Laila Garin brilha no papel de Edith Piaf em musical carioca com performance intensa e equilíbrio entre drama e música
A atriz Laila Garin impressiona no musical “Piaf – Eu não me arrependo”, retratando a vida da cantora francesa Edith Piaf com atuação marcante no Rio de Janeiro.
No Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro, o musical “Piaf – Eu não me arrependo” apresenta nesta temporada a atriz Laila Garin na interpretação da icônica cantora francesa Edith Piaf (1915–1963). A produção, que segue em cartaz até 1º de novembro, explora os principais momentos da vida da artista, desde a infância nas ruas de Paris até a consagração mundial.
Com dramaturgia original de Newton Moreno e Alessandro Toller, o espetáculo retrata a trajetória de Piaf criada em circunstâncias adversas, entre bordéis, troupes circenses e a pobreza, até ser descoberta em 1935 pelo empresário Louis Leplée, papel desempenhado por Bernardo Berro na montagem.
Laila Garin, atriz baiana com ascendência francesa, sustenta os quase três horas de apresentação com uma atuação considerada sobrenatural e visceral, que evita a imitação literal da cantora e busca traduzir os estados emocionais e físicos vividos por Piaf. Destaca-se o trabalho corporal que evidencia a decadência física da cantora na reta final da vida.
O canto em francês da atriz é técnica e emocionalmente preciso, conduzido sob direção musical de Cláudiz Elizeu. Ela interpreta clássicos como “Millord”, representando um momento dramático em que Piaf se vê obrigada à prostituição; “La vie en rose”, que simboliza esperança durante o período nazista; bem como “Hymne à l’amour”, dedicado ao falecido pugilista Marcel Cerdan, vivido por Patrick Amstalden no musical.
Além desses, Laila Garin canta em dueto “À quoi ça sert l’amour” com Gabriel Vicente, ator que interpreta Theo Sarapo, marido de Piaf no último período de vida. A montagem reforça temas como os desafios pessoais da cantora, seus amores, vícios e conquistas artísticas, mantendo um equilíbrio delicado entre drama e música.
A recepção do público tem sido calorosa, especialmente ao final da interpretação de “Non, je ne regrette rien”, que celebra a capacidade de superação e resistência da artista. Este musical representa uma nova referência no Brasil para a representação de Edith Piaf, consolidando Laila Garin como uma intérprete memorável.