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Funk 'petista disfarçado' tem origem em clássico russo

Melodia do funk que viralizou na política brasileira tem origem na música folclórica russa "Korobeiniki", popularizada na União Soviética.

Funk do 'petista disfarçado', tocado em comícios da direita, tem base popularizada na União Soviética.
Funk do 'petista disfarçado', tocado em comícios da direita, tem base popularizada na União Soviética. — Foto: Reprodução

A melodia do funk conhecido como "petista disfarçado" que marcou a eleição brasileira de 2026 tem raízes em uma canção popular russa da década de 1860. A base musical é originada da música folclórica "Korobeiniki" ou "mascates", um poema de Nikolai Nekrasov que retrata a vida do povo russo no Império Russo.

Funk do 'petista disfarçado', tocado em comícios da direita, tem base popularizada na União Soviética.
Funk do 'petista disfarçado', tocado em comícios da direita, tem base popularizada na União Soviética. — Foto: Reprodução

Após a Revolução comunista de 1917, esta melodia ganhou maior popularidade na União Soviética e passou a ser interpretada por grupos musicais do Exército Soviético, conhecido como "Coro do Exército Vermelho".

Furacão 2000.
Furacão 2000. — Foto: Reprodução

Nos anos 1980, a música se tornou mundialmente reconhecida ao ser escolhida como tema do jogo eletrônico Tetris, criado em 1984 pelo pesquisador Alexey Pajitnov na Academia de Ciências da União Soviética, em Moscou. Na versão para Game Boy lançada em 1989, o compositor japonês Hirokazu Tanaka fez o arranjo que popularizou globalmente a canção.

O funk carioca incorporou essa melodia na década de 2000, quando a equipe Furacão 2000 lançou uma faixa chamada "Jonathan da Nova Geração". A combinação da melodia do Tetris com batidas do funk contribuiu para a difusão do ritmo nos bailes cariocas.

Em 2026, a música "Solinho do Fora PT", baseada nessa melodia e com letras de oposição ao Partido dos Trabalhadores (PT), ganhou espaço em eventos políticos da direita, incluindo celebrações e comícios de políticos eleitos como Lucas Pavanato e Eduarda Campopiano.

Apesar do ritmo ser associado à cultura do funk, tradicionalmente ligada a pautas sociais diversas, políticos conservadores que apoiam a música costumam criticar letras consideradas inadequadas. Sobre isso, Lucas Pavanato afirmou que o problema seria a letra e não o ritmo.

Tags: TetrisUnião Soviéticafunkmúsicapolítica brasileira

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