Benito Di Paula é amplamente reconhecido na música brasileira após sua morte
A obra de Benito Di Paula ganha consenso e valorização pública no velório realizado no Theatro Municipal de São Paulo.
Benito Di Paula, renomado cantor, compositor e instrumentista brasileiro nascido em 28 de novembro de 1941, faleceu em 18 de outubro de 2026, aos 84 anos. Seu velório ocorreu no Theatro Municipal de São Paulo, no dia 20 de outubro, das 9h às 15h, aberto ao público.
Durante sua trajetória artística, Benito alcançou grande popularidade no Brasil, especialmente a partir da década de 1970. Contudo, seu trabalho, que mesclava samba com elementos latinos e um toque de sofrência em algumas composições, não foi plenamente reconhecido pelas elites culturais e pela crítica especializada em sua época. O artista frequentemente foi marginalizado por segmentos mais puristas do samba, que o consideraram um traidor do gênero.
Nos últimos anos, seu legado passou por um processo de reavaliação e valorização. Em 2022, o tributo fonográfico “Benito 80” reuniu interpretações de artistas como Criolo, João Bosco e Teresa Cristina, revisitanto suas composições. Em 2025, a escola de samba Águia de Ouro homenageou Benito no Carnaval de São Paulo, reforçando o reconhecimento de sua influência na cultura musical brasileira.
Embora figuras como Zeca Baleiro tenham destacado a importância inovadora do trabalho de Benito, o artista não recebeu em vida o reconhecimento oficial e a homenagem de premiações de destaque, como o Prêmio da Música Brasileira ou o Grammy Latino. Sua fluência vocal, senso rítmico e originalidade composicional foram subestimados durante décadas.
O imediato reconhecimento e a unanimidade de apreciação após sua morte contrastam com a ausência de congratulações oficiais em sua carreira. É esperado que, futuramente, novas produções musicais e shows incluam seu repertório, ampliando ainda mais a difusão de sua obra.