Seis bombas funcionaram sem parar, mas não evitaram alagamento que submergiu 28 veículos no túnel do Anhangabaú em SP
Apesar do funcionamento contínuo das bombas, volume excepcional de chuva inundou o túnel do Vale do Anhangabaú, causando danos e transtornos.
Na quarta-feira (14), um forte temporal atingiu o Centro de São Paulo, provocando o alagamento do Túnel do Vale do Anhangabaú. Apesar de as seis bombas instaladas na região terem funcionado ininterruptamente durante o evento, elas não foram suficientes para escoar o volume de água, que submergiu 28 veículos, entre carros e ônibus.
Segundo a Prefeitura de São Paulo, as bombas não apresentaram falhas técnicas; entretanto, a intensidade da chuva que caiu em apenas 40 minutos foi equivalente a 11 dias normais de outubro, totalizando 42 milímetros no córrego do Anhangabaú. A capacidade de drenagem foi superada, transformando o túnel em uma área completamente inundada.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que o bloqueio do túnel foi iniciado às 15h38 conforme protocolo de Estado de Atenção para dias chuvosos. Equipamentos de monitoramento, como sensores e câmeras, são utilizados 24 horas para acompanhar o sistema de drenagem, mas o volume atípico da chuva excedeu a capacidade de escoamento prevista.
Após o alagamento, equipes de bombeamento emergencial foram mobilizadas para reforçar o trabalho de drenagem e equipes de limpeza atuaram nos locais onde a água recuou. Pessoas que ficaram presas foram resgatadas; o Corpo de Bombeiros relatou quatro vítimas, sem informações atualizadas sobre suas condições.
O episódio não foi inédito na região. Em 1999, um alagamento de grande proporção deixou cerca de 160 veículos submersos no túnel, incluindo ônibus. Em 2021, outra chuva forte também causou alagamento em uma das pistas do túnel. Desde a década de 1980, a prefeitura investe em obras de drenagem, como a ampliação das galerias do córrego Moringuinho e propostas recentes para o sistema de drenagem da Avenida Nove de Julho, visando mitigar esses impactos.
Além do túnel do Anhangabaú, o temporal provocou diversos alagamentos em outras partes da capital, como a Brasilândia, onde uma moradora morreu após um deslizamento de terra. A estação meteorológica da Sé registrou o maior volume de chuva, com 48,5 milímetros. Forte ventania também foi registrada, com rajadas até 88,9 km/h no Aeroporto de Congonhas.
As previsões indicam possibilidade de mais chuvas para a região, com avisos da Defesa Civil do estado para acumulados que podem alcançar 80 milímetros na Grande São Paulo ao longo do dia.