Polícia identifica mulher que proferiu insultos racistas contra estudante no metrô de São Paulo
Ataque ocorreu na estação Vila Sônia da Linha 4-Amarela e envolveu ofensas raciais após desentendimento político.
A Polícia Civil identificou a mulher acusada de proferir insultos racistas contra um estudante na noite de domingo (18), na estação Vila Sônia da Linha 4-Amarela do metrô em São Paulo. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a suspeita será intimada a comparecer à delegacia para esclarecimentos.
O estudante, vítima da agressão verbal, já prestou depoimento às autoridades. Os agentes que atenderam à ocorrência também foram chamados a prestar declarações. A polícia requisitou imagens das câmeras de segurança da estação para auxiliar nas investigações.
Contexto do incidente
Segundo relatos, o conflito teve início a partir de uma discussão política. A mulher teria dirigido ofensas homofóbicas a um grupo, momento em que o estudante interveio para evitar que a situação evoluísse para uma agressão física.
Durante a conversa, a mulher teria dirigido a ele expressões racistas, como “preto de bosta”. Mesmo após os demais integrantes do grupo deixarem o local, o estudante permaneceu tentando acalmar a mulher, que continuou com as agressões verbais e chegou a acusá-lo injustamente de agressão física.
Medidas legais e posicionamentos
O Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (Gecradi), do Ministério Público, requisitou a instauração de inquérito policial para apurar o crime.
Em nota, a Motiva, concessionária responsável pela Linha 4-Amarela, informou que os agentes atuaram no atendimento à ocorrência de desentendimento com ofensas racistas e ofereceram apoio à vítima para registro do boletim de ocorrência. A concessionária reitera seu repúdio a manifestações de racismo e permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Reflexões da vítima
O estudante registrou boletim de ocorrência e declarou a intenção de tomar as medidas necessárias. Ele comentou que, apesar de saber que não tem culpa pelas ofensas sofridas, sentiu culpa após o episódio. Destacou, ainda, que casos de racismo não são isolados no país, reforçando a importância da denúncia.
“Eu sei que eu não tenho culpa. A culpa é dela, que é racista e criminosa. Apesar de ela alegar ter familiares negros, esse sentimento não sai. Eu uso o metrô todos os dias para trabalhar e estudar”, disse.