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São Paulo

Médico preso em Suzano enfrenta novas denúncias de abuso sexual, incluindo caso na presença de criança de 10 anos

Duas novas vítimas relatam toques inapropriados em consultas realizadas no Hospital e Maternidade de Suzano, fortalecendo investigação contra médico Rubens Sousa de Oliveira.

15/10/2026 às 21h39  ·  Atualizado em 15/10/2026 às 21h45

Duas mulheres procuraram a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Suzano nesta quinta-feira (15) para denunciar o médico Rubens Sousa de Oliveira, de 63 anos, preso no dia anterior sob suspeita de abuso sexual no Hospital e Maternidade de Suzano (HMS).

Uma das denunciantes, paciente de 37 anos, afirmou que o abuso ocorreu durante uma consulta em agosto deste ano, na presença de sua filha, de 10 anos. Segundo ela, o médico a examinou de forma invasiva e contínua, mesmo após ela relatar dor e desconforto. A criança estava presente e foi orientada a permanecer sentada e olhando para o lado.

A paciente procurou atendimento por um caroço próximo ao ânus e dores nas pernas. Relatou dor persistente durante uma semana após a consulta, além de dificuldades para dormir e receio de ser examinada por médicos do sexo masculino. Desde o atendimento, ela passou a sofrer com ansiedade e aguarda acompanhamento psicológico.

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Outra mulher, de 36 anos, relatou atendimento no mês de maio para tratamento de furúnculos na axila. Segundo ela, o médico realizou procedimento com o auxílio de um enfermeiro e depois solicitou exame mais detalhado, durante o qual tocou seus seios e a região da virilha, justificando a busca por outros nódulos. A paciente relatou o constrangimento posteriormente a familiares.

Rubens Sousa de Oliveira foi preso em flagrante na quarta-feira (14) após denúncia de uma paciente de 32 anos que acusou o médico de importunação sexual em consulta no próprio hospital. O médico, que estava vinculado a uma empresa terceirizada e atuava na unidade há cerca de seis meses com menos de 25 plantões realizados, teve sua prisão convertida em preventiva após audiência de custódia.

A Prefeitura de Suzano, em nota, informou ter exigido o desligamento imediato do profissional devido às denúncias e ressaltou que, até a prisão, não havia registros anteriores contra ele.

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