Médico preso em Suzano enfrenta novas denúncias de abuso sexual, incluindo caso na presença de criança de 10 anos
Duas novas vítimas relatam toques inapropriados em consultas realizadas no Hospital e Maternidade de Suzano, fortalecendo investigação contra médico Rubens Sousa de Oliveira.
Duas mulheres procuraram a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Suzano nesta quinta-feira (15) para denunciar o médico Rubens Sousa de Oliveira, de 63 anos, preso no dia anterior sob suspeita de abuso sexual no Hospital e Maternidade de Suzano (HMS).
Uma das denunciantes, paciente de 37 anos, afirmou que o abuso ocorreu durante uma consulta em agosto deste ano, na presença de sua filha, de 10 anos. Segundo ela, o médico a examinou de forma invasiva e contínua, mesmo após ela relatar dor e desconforto. A criança estava presente e foi orientada a permanecer sentada e olhando para o lado.
A paciente procurou atendimento por um caroço próximo ao ânus e dores nas pernas. Relatou dor persistente durante uma semana após a consulta, além de dificuldades para dormir e receio de ser examinada por médicos do sexo masculino. Desde o atendimento, ela passou a sofrer com ansiedade e aguarda acompanhamento psicológico.
Outra mulher, de 36 anos, relatou atendimento no mês de maio para tratamento de furúnculos na axila. Segundo ela, o médico realizou procedimento com o auxílio de um enfermeiro e depois solicitou exame mais detalhado, durante o qual tocou seus seios e a região da virilha, justificando a busca por outros nódulos. A paciente relatou o constrangimento posteriormente a familiares.
Rubens Sousa de Oliveira foi preso em flagrante na quarta-feira (14) após denúncia de uma paciente de 32 anos que acusou o médico de importunação sexual em consulta no próprio hospital. O médico, que estava vinculado a uma empresa terceirizada e atuava na unidade há cerca de seis meses com menos de 25 plantões realizados, teve sua prisão convertida em preventiva após audiência de custódia.
A Prefeitura de Suzano, em nota, informou ter exigido o desligamento imediato do profissional devido às denúncias e ressaltou que, até a prisão, não havia registros anteriores contra ele.