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Greve na Transwolff em São Paulo termina após quase 10 horas e circulação de ônibus é retomada

Funcionários da Transwolff encerram paralisação que afetou 260 mil passageiros na Zona Sul da capital paulista nesta segunda-feira.

Após quase 10 horas de paralisação, a greve dos funcionários da Transwolff, empresa responsável pelo atendimento principalmente na Zona Sul de São Paulo, foi encerrada nesta segunda-feira (19). A Prefeitura de São Paulo informou que a operação dos ônibus começou a ser normalizada gradativamente a partir das 13h50.

A paralisação afetou aproximadamente 260 mil passageiros, que tiveram que buscar outras formas de deslocamento durante a manhã e início da tarde. Para minimizar os impactos, foi acionado o Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese), que permaneceu ativo atendendo 37 linhas.

Nos terminais Varginha e Grajaú, localizados na Zona Sul, os ônibus das linhas operadas pela Transwolff voltaram a circular após o fim da paralisação. No Terminal Grajaú, das 34 linhas que passam pelo local, 24 são operadas pela empresa, representando cerca de 70% do total.

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Os funcionários justificaram a greve alegando problemas relacionados a depósitos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e à ausência de plano de saúde. A Prefeitura, contudo, afirmou que os salários e benefícios estão sendo pagos em dia.

A administração municipal esclareceu que o plano de saúde está em processo licitatório para contratação de um fornecedor. Em relação ao INSS e FGTS, a Prefeitura afirmou que os depósitos estão sendo realizados integralmente pela SPTrans, em juízo, aguardando decisão judicial. Os dias não trabalhados durante a paralisação serão descontados dos pagamentos dos funcionários.

A Transwolff está sob administração direta da Prefeitura de São Paulo e é alvo de investigação por suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Diretores da empresa já foram presos no âmbito das investigações.

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