Empresário é preso em Aguaí durante operação da PF contra tráfico de drogas
Operação Bifronte da Polícia Federal cumpriu mandados e apreendeu bens relacionados a grupo investigado por tráfico internacional na região.
Um empresário de 47 anos foi preso na manhã de quarta-feira (14) em Aguaí, no interior de São Paulo, em uma ação da Polícia Federal. A prisão ocorreu no Jardim Flamboyant, durante a Operação Bifronte, deflagrada para combater uma organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.
A Operação Bifronte cumpriu 46 mandados judiciais em cinco estados brasileiros: Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Norte, Goiás e Santa Catarina. Entre as medidas, foram realizadas 23 prisões temporárias, incluindo a do empresário, além de 20 buscas e apreensões e três recolhimentos domiciliares com monitoramento eletrônico.
Segundo informações da Polícia Federal, o grupo investigado trazia drogas da Bolívia e do Peru, realizando a distribuição e movimentação financeira ilícita em território nacional. As ações contemplaram também o sequestro patrimonial de até R$ 187 milhões envolvendo 69 pessoas físicas e jurídicas, além do bloqueio imediato de 11 imóveis localizados em MG, GO, SP, SC e BA, e de uma aeronave.
Durante o cumprimento do mandado em família do empresário em Aguaí, os agentes encontraram um carro e dois aparelhos celulares, que foram apreendidos. A residência foi revistada, mas nenhum material ilícito foi localizado no imóvel. O empresário foi conduzido para uma unidade da Polícia Federal e permanece à disposição da Justiça.
A Operação Bifronte é coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO/MG), composta pela Polícia Federal, Polícia Civil de Minas Gerais, Polícia Militar de Minas Gerais e Polícia Penal de Minas Gerais.
Além das medidas locais, a operação ainda incluiu a emissão de duas difusões vermelhas pela Interpol e a transferência de dois investigados para o sistema penitenciário federal. As investigações apontam que os envolvidos podem responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, conforme a participação de cada um.