Adamantina inicia nova fase para retirar 30 jabutis-piranga de praça pública superpovoada
Mais 30 jabutis-piranga foram transferidos da Praça Euclides Romanini, onde população chegou a 250 animais, reforçando ação conjunta para manejo da espécie.
Adamantina, interior de São Paulo, realizou uma nova etapa na retirada de jabutis-piranga (Chelonoidis carbonaria) da Praça Euclides Romanini, com a remoção de mais 30 animais no dia 19 de outubro de 2026. Este procedimento integra um esforço coletivo entre a Prefeitura de Adamantina, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres de São Paulo (Cetras-SP) para o manejo adequado da espécie.
A população de jabutis na praça chegou a alcançar cerca de 250 exemplares, resultado de solturas e fugas de animais mantidos irregularmente como pets pelos moradores da região. Até o momento, já foram transferidos 180 jabutis para centros de reabilitação especializados, sendo 120 para o Cetras-SP e 30 para o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres de Registro (SP).
Restam aproximadamente 80 jabutis na praça, que serão removidos gradualmente conforme a disponibilidade de vagas nas instituições autorizadas. A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, por meio da Diretoria de Biodiversidade e Biotecnologia, informou que os animais não possuem ocorrência natural no estado e, portanto, precisarão ser encaminhados para áreas de habitat natural após o processo de reabilitação.
Criminalização do abandono e manejo responsável
A Prefeitura de Adamantina reforçou que a criação irregular, o abandono ou a introdução indevida de animais silvestres em áreas urbanas configuram infrações e crimes ambientais, sujeitas às penalidades previstas na legislação vigente. As autoridades recomendam à população evitar adquirir ou liberar jabutis em espaços públicos e orientam a procurar órgãos competentes para casos que envolvam fauna silvestre.
O Ministério Público paulista estabeleceu prazos para que a administração pública realize a realocação dos 180 jabutis em questão, destacando que o local público não dispõe da estrutura adequada para a manutenção desses animais, que viviam em condições inadequadas e sem previsão inicial de transferência.
O procedimento demanda logística especializada e articulação entre órgãos ambientais estaduais, considerando também a necessidade de instituições habilitadas para o recebimento e reabilitação dos jabutis, cujo manejo é complexo devido às normas técnicas e ambientais.